Unidade de Saúde de Ilha das Flores vai ser ampliada e reforçada com recursos humanos
29 de set. de 2022, 18:30
— Lusa/AO Online
José
Manuel Bolieiro, que no âmbito da visita estatutária do Governo dos
Açores à ilha das Flores visitou hoje aquela unidade de saúde, observou
que o corpo clínico da Unidade de Saúde de Ilha das Flores assegura, na
distribuição de utentes por médico de família, “uma média de 900
pacientes, estando muito abaixo da média praticada, que anda nos 1.500 a
1.900 por utente”.Bolieiro referiu que se
está a trabalhar nos concursos públicos para contratar médicos de
medicina geral e familiar (dois) e enfermeiros (quatro).O
governante afirmou que, “em Saúde, é sempre necessário mais, mas há
aqui um grau de satisfação perante o que foi alcançado nos últimos
tempos em coordenação entre a secretaria regional da Saúde e Desporto e o
Conselho de Administração da Unidade de Saúde de Ilha das Flores”.Confrontado
com a reivindicação da população das Flores de se aumentar a deslocação
de médicos de especialidade para a realização de consultas na ilha, o
líder do executivo açoriano referiu que, “em relação a todas as ilhas
sem hospital, está-se a trabalhar arduamente para garantir uma melhor
regularidade”. Bolieiro apontou que, no
âmbito da deslocação de doentes das Flores, há um “compromisso
excecional que as Forças Armadas têm dado, em particular a Força Aérea,
resultado da sensibilização feita pelo Governo dos Açores, de assegurar
mais um equipa de evacuação médica e um helicóptero”.No
capítulo do acesso à Saúde, o Conselho de Ilha das Flores, de acordo
com o seu memorando, a apresentar ao Governo dos Açores, quer “melhorar
ainda mais o acesso às consultas da especialidade fora da ilha,
reforçando os esforços com os três hospitais da região de forma a
continuar a proporcionar a todos os florentinos uma discriminação
positiva que traga conforto e segurança a quem recorra a consultas no
exterior, quando estas não sejam possíveis na ilha”.“Deve-se
procurar estabilizar o quadro médico do Centro de Saúde, assim como
dotar o mesmo quadro do número de enfermeiros, terapeuta da fala, e
terapeuta ocupacional, fisioterapeutas, técnicos de análises clínicas e
psicólogos, para além do pessoal administrativo e auxiliar indispensável
ao seu normal funcionamento”, defende o Conselho de Ilha.Os
conselheiros querem entretanto que seja reposto o acesso às consultas
no privado, “nas ilhas que tenham essa oferta, quando o público não
consiga dar a resposta adequada”.Os
florentinos pretendem, também, que o serviço de evacuações médicas “seja
agilizado por forma a ser mais célere, o que nem sempre acontece”,
sugerindo-se que o Governo Regional “deve analisar e imputar
responsabilidades quando os atrasos acontecem”. O
Estatuto Político e Administrativo dos Açores determina que o Governo
Regional deve visitar pela menos uma vez no ano as ilhas sem secretarias
regionais, que são seis.