Unicef Portugal lança mecanismos 'online' para combater abuso sexual de crianças
8 de mai. de 2023, 16:12
— Lusa
Na
página de internet da organização das Nações Unidas para a Infância,
será colocado um “repositório de recursos”, cujo objetivo é facultar
acesso livre a recursos, protocolos, manuais, guias, diretrizes, dados,
recomendações, convenções e outros instrumentos internacionais
relacionados com o abuso e a violência sexual contra crianças, anunciou
hoje a estrutura em Portugal. De acordo
com a Unicef, uma em cada oito crianças no mundo (12,7%) foi abusada
sexualmente antes de completar 18 anos de idade, podendo este número ser
“muito superior”. “Destinada a informar,
orientar e auxiliar pais, familiares, profissionais, cuidadores,
técnicos ou até comunicação social a atuar e lidar com potenciais ou
declaradas situações desta natureza, a página pretende ser um
repositório de ferramentas e conhecimento acessível e esclarecedor”,
informou a Unicef, em comunicado.“É
fundamental atuar perante este flagelo que todos sabemos que existe nas
nossas comunidades e que, devido aos pesados estigmas que acarreta, tem
sido secundarizado”, defendeu a diretora executiva da Unicef em
Portugal, Beatriz Imperatori, citada no comunicado.Entre
outras informações disponibilizadas na página, relacionadas com
situações de violência e abusos sexuais de crianças em diversos
contextos (familiar, escolar, desportivo, entre outros), apresentam-se
guias dirigidos aos pais, um curso ‘online’ sobre como lidar e combater
este tipo de situações e manuais com linhas orientadoras de ação e
conduta para jornalistas e órgãos de comunicação social que cobrem casos
de violência sexual contra crianças. “A
violência sexual contra crianças e jovens constitui uma clara e grave
violação dos direitos humanos, sendo um complexo problema de saúde
pública que comporta consequências significativas para a saúde destes
grupos e compromete o seu desenvolvimento e o seu futuro”, sublinhou a
estrutura. A Unicef tem apelado para
medidas integradas, por forma a assegurar um apoio imediato às vítimas e
a nomeação de um alto responsável político pelos Direitos da Criança,
que possa “trabalhar transversalmente com toda a administração pública e
com a sociedade civil”.