“Única razão” para saída de Alexandra Reis foi divergência na execução do plano de reestruturação
TAP
18 de jan. de 2023, 11:30
— Lusa/AO Online
“Havia divergências na
implementação do plano de reestruturação. Na equipa executiva, é crucial
haver um alinhamento relativamente à implementação do plano. Essa foi a
única razão para a saída de Alexandra Reis da companhia aérea”, disse a
presidente executiva da TAP.Christine
Ourmières-Widener deu o exemplo da decisão de aumentar a oferta para
2022 como um dos pontos de divergência, adiantando que foi “uma
discussão muito difícil”.A presidente
executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, está hoje a ser ouvida no
parlamento, na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e
Habitação, para explicações sobre a indemnização de 500.000 euros à
antiga administradora Alexandra Reis, que foi também presidente da NAV e
secretária de Estado.A audição da
responsável da companhia aérea acontece na sequência do requerimento de
caráter obrigatório do Chega, depois de o grupo parlamentar do PS ter
rejeitado a proposta de audição num primeiro momento.O
caso da indemnização de meio milhão de euros paga à antiga secretária
de Estado Alexandra Reis, pela saída antecipada da administração da TAP,
levou à demissão do ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação,
Pedro Nuno Santos, e a uma remodelação no Governo.Questionada
pelo deputado do Chega André Ventura sobre com quem do Governo foi
discutida a indemnização a Alexandra Reis, a responsável da
transportadora disse que esteve em contacto, “desde o início”, com o
então secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Mendes.“Eu
obtive a aprovação através do secretário de Estado das Infraestruturas.
[…] Eu assumi, tendo em conta a forma como trabalhamos em conjunto, que
o acordo [para a indemnização] com o secretário de Estado foi feito com
a concordância do Ministério das Finanças”, realçou Christine
Ourmières-Widener.Questionada ainda sobre a
eventual existência de outros casos semelhantes ao de Alexandra Reis, a
responsável disse não ter conhecimento de outras saídas da companhia
com indemnizações avultadas, apenas de uma indemnização ao seu
antecessor, Antonoaldo Neves, quando a TAP tinha gestão privada.