União Sportiva em isolamento em Lisboa devido a teste positivo
Covid-19
24 de nov. de 2020, 16:15
— Lusa/AO Online
O caso
positivo foi identificado quatro horas antes do jogo com o Benfica e a
jogadora acabou por não participar no encontro, mas o plantel viu-se
obrigado a completar a quarentena antes de voltar à região.Como
consequência da estada prolongada, o presidente do clube, André Amaral,
em declarações à agência Lusa, prevê um “impacto enormíssimo” na
situação financeira da equipa.“É um
impacto enormíssimo nas contas do clube. Estamos a falar em valores
superiores a 10 mil euros só para a estada, fora tudo o resto, como as
refeições. Normalmente, ficam duas atletas por quarto, nesse caso, com
confinamento, tem de ser uma atleta por quarto”, afirmou o dirigente.Neste momento, estão 12 elementos da equipa em confinamento em Lisboa, sendo um deles o treinador, Ricardo Botelho.Além
do caso positivo, houve dois testes com resultado inclusivo, tendo as
jogadoras já feito, entretanto, o segundo teste, cujos resultados ainda
não são conhecidos.Com as normas
atualmente em vigor, para entrar nos Açores é necessário a apresentação
de um teste negativo ao novo coronavírus, realizado até 72 horas antes
do voo.Uma vez que o plantel não iria
ficar mais do que 72 horas fora da região, o clube procurou fazer os
testes nos Açores, mas as entidades de saúde obrigaram a que os testes
fossem feitos no destino de origem, em Lisboa.“Marcámos
os testes para quinta-feira antes da viagem, para já termos tudo pronto
para apresentar no embarque em Lisboa. A delegação de saúde cancelou os
testes dizendo que isso ia contra o propósito da medida e obrigaram-nos
a fazer o teste em Lisboa”, apontou.O
presidente do União Sportiva considera que o Governo Regional (que
termina hoje funções, após a tomada de posse de José Manuel Bolieiro
como novo líder do executivo) esteve “muito mal” em impedir o clube de
realizar os testes nos Açores.Segundo André Amaral, se o teste tivesse sido realizado previamente na região, o clube “ganhava outra margem de manobra”.“Tomávamos outras decisões: ou a atleta não ia, ou não viajava ninguém, agora assim é que os custos são incomportáveis”, afirma.Para
evitar que a situação se repita, o presidente do clube promoveu uma
reunião entre os dirigentes dos clubes regionais que participam em
provas nacionais, na qual foi defendida a realização de testes regulares
aos atletas, em substituição do teste negativo para entrar na região.“Uma
das medidas que acordámos foi propor que os testes sejam feitos cá e
sejam feitos semanalmente e, quando uma equipa fizer uma viagem, aquando
do regresso, fazer uma segunda bateria de exames”, defende.