União Europeia demonstra preocupação sobre violência policial no Bangladesh

30 de jul. de 2024, 11:10 — Lusa/AO Online

A União Europeia denunciou o "uso excessivo da força" contra manifestantes nos recentes protestos tendo o chefe da diplomacia europeia transmitido a preocupação do bloco europeu ao ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Daca. Em comunicado, Borrell disse que abordou a questão com Abdul Momen, ex-chefe da diplomacia do Bangladesh que representou oficialmente o país na última reunião da Associação dos Países do Sudeste Asiático (ASEAN) que decorreu no passado dia 27 no Laos. Para Borrell são "preocupantes" as informações sobre a política de Daca quanto ao uso de armas de fogo por parte das autoridades contra manifestantes.  No mesmo documento Borrell referiu-se aos atos de violência, atos de tortura e às detenções arbitrárias."Estes atos devem ser investigados de forma exaustiva e os responsáveis devem ser julgados", disse Borrell. Para o político espanhol "devem ser julgados os vários casos de uso de força excessiva e letal por parte das autoridades (...) contra manifestantes e outras pessoas como jornalistas e crianças". Da mesma forma, Josep Borrell pede que os detidos sejam submetidos a "julgamentos justos".O alto representante para a Política Externa avisou que a União Europeia vai acompanhar "de perto as ações das autoridades" sublinhando que os "direitos humanos devem ser plenamente respeitados".  No domingo, o Governo do Bangladesh disse que morreram 147 pessoas durante os confrontos da semana passada.Os protestos dos estudantes - contra as quotas de contratação de cidadãos para cargos públicos - tornaram-se violentos a 15 de julho e a polícia iniciou uma violenta repressão contra os manifestantes.O Movimento Estudantil Contra a Discriminação, uma plataforma política estudantil, partilhou uma lista de 266 pessoas mortas durante os confrontos.