Uma pessoa vacinada baixa em 30% risco de agregado familiar ficar infetado
Covid-19
29 de mar. de 2021, 17:24
— Lusa/AO Online
A informação
consta de um relatório sobre o risco de transmissão da SARS-CoV-2 por
recuperados ou vacinados contra a covid-19, no qual o ECDC dá conta de
um estudo que indica que “a vacinação de um membro do agregado familiar
reduz o risco de infeção em membros suscetíveis do agregado familiar em
pelo menos 30%”.Esse estudo destacado pela
agência europeia, realizado na Escócia, teve em conta profissionais de
saúde e revela também que, como os membros dos agregados familiares
destes trabalhadores “poderiam também ter sido infetados por outras
vias, a redução do risco de infeção em 30% é provavelmente uma
estimativa por baixo e poderia na realidade atingir os 60%”.“Estas
conclusões são consistentes com uma redução substancial do risco de
transmissão de indivíduos totalmente vacinados para contactos
suscetíveis”, acrescenta o ECDC no relatório.E
numa altura em que a campanha de vacinação na União Europeia (UE)
decorre mais lentamente do que o desejado, o centro europeu observa
também que “há provas de que a vacinação reduz significativamente a
infeção sintomática ou assintomática em indivíduos vacinados, embora a
eficácia da vacina varie em função do produto vacinal e do grupo-alvo”.Além
disso, “há também algumas provas de menor carga viral e menor duração
da disseminação em indivíduos vacinados, em comparação com indivíduos
não vacinados, o que se poderia traduzir numa transmissão reduzida”,
acrescenta.Ainda assim, o ECDC alerta que
“muitos dos estudos sobre a eficácia da vacina foram realizados antes do
aparecimento das variantes preocupantes” da SARS-CoV-2, nomeadamente a
britânica (já dominante nalguns países da UE), da África do Sul e do
Brasil, admitindo serem necessárias mais análises.No
que toca à campanha de vacinação europeia, 18,2 milhões adultos dos
perto de 400 milhões de cidadãos da UE receberam já a segunda dose da
vacina contra a covid-19, levando a que só 4,1% da população europeia
esteja completamente imunizada, segundo a informação divulgada pela
Comissão Europeia na passada quinta-feira.Bruxelas
atribuiu estes níveis baixos de inoculações aos problemas de entrega
das vacinas da AstraZeneca para a UE, exigindo o executivo comunitário
que a farmacêutica recupere os atrasos na distribuição e honre o
contratualizado.A meta de Bruxelas é que, até final do verão, 70% da população adulta esteja vacinada.Os
dados divulgados pela instituição na passada quinta-feira revelaram
também que foram já administradas 62 milhões de doses de vacinas em
relação às 88 milhões distribuídas.Atualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE: Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Janssen (grupo Johnson & Johnson).Até
ao final deste primeiro trimestre, de acordo com Bruxelas, chegarão à
UE quase 100 milhões de doses de vacinas, a grande parte da
Pfizer/BioNTech (66 milhões, mais do que os 65 milhões inicialmente
acordadas), da AstraZeneca (30 milhões de um total de 120 milhões
inicialmente acordadas) e da Moderna (10 milhões).Para
o segundo trimestre, a expectativa do executivo comunitário é que
cheguem 360 milhões de doses à UE, principalmente da Pfizer/BioNTech
(200 milhões), da AstraZeneca (70 milhões de um total de 180 milhões
inicialmente acordadas), da Janssen (55 milhões) e da Moderna (35
milhões).