Últimas horas registaram os ataques mais fortes de Israel contra Gaza
Médio Oriente
17 de mai. de 2021, 11:54
— Lusa/AO Online
Durante a madrugada 54 caças da
aviação de Israel atacaram nove residências de comandantes do movimento
islâmico Hamas e 15 quilómetros de túneis conhecidos como "Metro" onde
supostamente se escondem os altos cargos das milícias, principais
objetivos das ofensivas militares israelitas. A
guerra está a atingir fortemente a população civil da Faixa de Gaza,
território onde até ao momento perderam a vida 197 palestinianos,
incluindo 58 menores e 34 mulheres.De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza ficaram feridas até ao momento 1.235 pessoas. Israel estima que matou 75 elementos do Hamas e "dezenas" de membros da Jihad Islâmica desde a semana passada. No
domingo, em Israel não se registaram vítimas, sendo que até ao momento
morreram 10 pessoas, oito das quais menores, e 300 israelitas ficaram
feridos na sequência dos lançamentos de roquetes.No
domingo, sétimo dia da mais grave escalada bélica desde 2014,
registou-se intensa troca de fogo entre as milícias e o Exército de
Israel.Por outro lado, não transparecem detalhes oficiais sobre uma eventual trégua que os Estados Unidos procuram impulsionar.O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a prioridade é parar a violência o mais rápido possível.Hady Amr,
enviado do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve encontrar-se
com o presidente palestiniano Mahmud Abbas que apenas governa "de facto"
em algumas partes da Cisjordânia ocupada.Os
Estados Unidos não têm contactos diretos com o movimento islâmico Hamas
que governa Gaza por considerar que se trata de uma organização
terrorista.O primeiro-ministro de
Israel Benjamin Netanyahu disse no domingo que os ataques de represália
vão continuar, contra o Hamas e a Jihad Islâmica que lançaram mais de
3.150 foguetes contra território israelita desde a passada
segunda-feira.De acordo com as forças de
Defesa de Israel, 460 roquetes falharam ou caíram dentro do enclave
palestinianos e a maioria que entrou em território israelita acabou por
ser intercetada pelo sistema antimíssil "Cúpula de Ferro" com uma
"eficácia de 90%". Netanyahu afirmou que o
Hamas tem de pagar um "preço muito alto pela intolerável agressão"
ameaçando que a atual campanha militar "ainda vai demorar".Durante
os últimos oito dias, em Gaza, os bombardeamentos israelitas
"destruíram 76 edifícios" e 725 residências "sofreram graves danos" além
de estragos "menores" em 4.134 casas, de acordo com os dados do
Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).Escolas, estradas e outras infraestruturas também ficaram danificadas.De
acordo com a agência das Nações Unidas para os refugiados
palestinianos, mais de 38 mil pessoas procuram refúgios nas escolas após
terem fugido das casas onde residem por temerem os ataques aéreos. O
Egito abriu neste fim de semana a passagem de Rafah que liga Gaza ao
Sinai egípcio para a saída de palestinianos feridos e alguns países
europeus tentam retirar civis com dupla nacionalidade que vivem no
enclave.