UGT rejeita proposta de reforma da legislação laboral
Hoje 17:17
— Lusa/AO Online
"Em
relação à proposta que está em cima da mesa e que é a última
versão, o secretariado nacional rejeitou a proposta", anunciou o
secretário-geral da UGT, Mário Mourão, em declarações aos jornalistas no
final da reunião extraordinária do secretariado nacional da central
sindical, em Lisboa.Segundo Mário Mourão, a
decisão foi tomada "por unanimidade" e ficou ainda decidido que a "UGT
continua sempre disponível" para negociar. "Portanto,
se o Governo tiver alguma proposta que ainda queira fazer no sentido de
trabalhar para um acordo, a UGT está totalmente disponível [para
discutir] em sede de Concertação Social", acrescentou.O
secretário-geral da UGT salientou ainda que a central sindical
“continuará como sempre foi a sua matriz negocial e de diálogo”, pelo
que, se da parte do executivo ainda houver disponibilidade para
“aproximar as posições, a UGT está sempre disponível e aberta”,
insistiu.Segundo
Mário Mourão, entre as medidas que estão “em cima da mesa” a impedir um
acordo estão, nomeadamente, o ‘outsourcing’, a jornada contínua, a
remissão abdicativa ou a não reintegração em caso de despedimento
ilícito, elencou, referindo que “o Governo tem conhecimento disso e os
parceiros sociais também têm”.O
secretário-geral da UGT assegura ainda que a central sindical está
preparada “para quando o diploma for para a Assembleia da República”,
garantindo que vão “estar na luta” e “tentar influenciar” juntos dos
partidos parlamentares para que a proposta “seja melhorada”. “Nós não vamos baixar os braços”, assegurou. Questionado
sobre eventuais divisões no seio da UGT, Mário Mourão indicou que "o
resultado da votação de hoje é claro: a UGT não está dividida. Está mais
reforçada, está mais unida e determinada em lutar pela defesa dos
trabalhadores que representa e dos seus sindicatos".