As
reivindicações da UGT não deverão ser muito diferentes daquelas que a
central tem vindo a defender publicamente e na concertação social,
nomeadamente o aumento generalizado dos salários, o combate à
precariedade, uma política fiscal mais justa e a conciliação da vida
profissional com a vida pessoal.Um
dirigente da UGT disse à Lusa que o novo documento reivindicativo vai
defender que se volte à discussão, na concertação social, do documento
sobre valorização salarial que, com a pandemia da covid-19, ficou
congelado. No ano passado a UGT reivindicou aumentos salariais entre 1,5% e 3%, com um aumento mínimo de 35 euros.Vários
dirigentes da UGT confirmaram que o modelo do intervalo deverá também
ser seguido este ano para o referencial salarial, tal como o do aumento
nominal mínimo.A
Federação dos Sindicatos da Administração Pública, da UGT, já
apresentou o seu caderno reivindicativo para 2022, que defende aumentos
de 2,5% para os funcionários públicos, o que pode ser indicador de que o
referencial para os aumentos para a generalidade dos trabalhadores não
deve ser muito diferente daquele do ano passado. A
CGTP aprovou há uma semana a sua proposta de política de rendimentos
para 2022, que defende aumentos salariais de 90 euros para todos os
trabalhadores e um salário mínimo de 850 euros.