UGT/Açores volta a apelar a maior justiça salarial a propósito do 1.º de Maio
28 de abr. de 2025, 16:22
— Lusa/AO Online
Num comunicado de imprensa, a
propósito das comemorações do 1º. de Maio, Dia do Trabalhador, que se
assinala na quinta-feira, a UGT/Açores alerta para o atual contexto
global, “de guerra na Europa, (Rússia Ucrânia) e no Médio Oriente”,
associado “à política protecionista de Donald Trump", que "coloca em
risco laços e alianças tradicionais que vigoravam desde a Segunda
Guerra Mundial”. “Temos de nos preparar
para um futuro diferente, para uma nova ordem mundial, integrados no
modelo económico e social da União Europeia e das democracias
respeitadoras da paz, liberdade e justiça social, defensoras dos
direitos dos trabalhadores e humanos em geral”, alerta a UGT/Açores,
presidida por Manuel Pavão.Por isso,
segundo a UGT/Açores, "é essencial incentivar a produção local e a
valorização das culturas regionais, preservando identidades e o
potencial das economias internas, ancoradas no investimento, em educação
e qualificação profissional, cruciais para a geração de emprego
qualificado e bem remunerado".Neste
sentido, acrescenta, será fundamental adotar políticas de incentivos
justas para potenciarem o investimento e o emprego e que contribuem para
"o combate das desigualdades" e promovam "melhores condições de
trabalho".A UGT/Açores reitera o apelo ao
"pagamento de salários dignos e justos a quem trabalha" e assim "retirar
os Açores da cauda do país" no que respeita aos indicadores sociais,
como "a pobreza e exclusão social, abandono escolar, toxicodependência",
entre outros.Por outro lado, assinala "o
bom momento económico que se vive" nos Açores, sobretudo "devido ao
crescimento exponencial" do turismo que "gerou milhares de empregos". "O
desemprego já não é motivo de grande preocupação, cuja taxa média em
2024 se situou nos 5,6%, que acompanhadas dos programas de incentivo à
empregabilidade, como o Estagiar L e T, Integra, Regressar, Movemprego,
CTTS, tem trazido resultados positivos, deixando-nos mais tranquilos
nesse aspeto", lê-se na nota a propósito das comemorações do 1º. de
maio.