UGT/Açores pede “medidas estruturais” ao Governo da República como a baixa do IRS
28 de mar. de 2023, 18:46
— Lusa
“Entendemos
que a inflação, que tem um efeito corrosivo sobre os salários, só pode
ser combatida eficazmente através de um instrumento fundamental que
liberte os rendimentos dos salários dos trabalhadores. Isso só pode ser
feito em termos de IRS à semelhança do que se fez nos Açores”, afirmou
Francisco Pimentel.O sindicalista falava hoje em conferência de imprensa realizada na sede da UGT/Açores, em Ponta Delgada.A
UGT/Açores saudou as medidas anunciadas pelo Governo da República para
mitigar os efeitos da inflação, elogiando o aumento dos salários da
função pública e a isenção do IVA para 40 produtos essenciais.“Tais
decisões, que terão impacto direto ao nível dos Açores, irão juntar-se a
outras de âmbito regional, designadamente o programa Mais, de apoio ao
incremento salarial nas empresas, abrangendo dezenas de milhares de
trabalhadores”, salientou.Contudo, ressalvou, são necessárias “medidas estruturais” para combater a inflação.A
proposta de lei do Governo que isenta de IVA uma lista de produtos
alimentares foi hoje enviada para a Assembleia da República, com o
diploma a detalhar que a medida inclui legumes, carne e peixe nos
estados fresco, refrigerado e congelado.Entre
as medidas anunciadas na sexta-feira pelo Governo para mitigar o
impacto do aumento do custo de vida, encontra-se ainda um aumento
salarial de 1% para a função pública.Francisco Pimentel destacou que ambas as políticas vinculam as regiões autónomas por se tratar de “medidas de âmbito nacional”.“Estas
medidas anunciadas pelo governo para os 40 produtos terão de ser para
os 40 produtos porque é uma medida de fiscalidade nacional. Portanto, a
região vai ter de cumprir, quer queira quer não. Quer a região autónoma
dos Açores, quer da Madeira”, apontou.O
também deputado do PSD na Assembleia da República, eleito pelos Açores,
lembrou ainda que o Governo dos Açores já baixou, em 2021, os impostos
para o mínimo permitido (redução de 30% face ao aplicado no continente
português), ao abrigo da Lei de Finanças Regionais.“Apelamos
à abertura e disponibilidade das entidades patronais para em sede de
contratação coletiva acordos de empresa reverem as gralhas salariais,
completamente esmagadas”, acrescentou.Também
hoje, o primeiro-ministro afirmou que confia que as entidades
subscritoras do acordo de IVA zero em relação a 44 bens alimentares
essenciais vão cumprir as suas obrigações e frisou que o Estado fará a
sua parte.