UGT/Açores diz que nova carreira dos trabalhadores dos matadouros viola a lei
2 de set. de 2024, 15:21
— Lusa/AO Online
“A
proposta apresentada, relativa à criação de uma carreira única,
pluricategorial, viola o enunciado normativo porque parece não haver uma
hierarquia entre as categorias”, advertiu Luís Neves, representante
sindical, durante uma audição na Comissão de Política Geral do
parlamento açoriano, realizada em Ponta Delgada.O
sindicalista entende que, caso o diploma regional venha a ser aprovado
na Assembleia Regional, devia também ser complementado com alterações à
lei do trabalho, a nível nacional, nomeadamente no que se refere à
possibilidade de os trabalhadores dos matadouros poderem vir a
reformar-se mais cedo.Mas o secretário
regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, garante que os
trabalhadores dos matadouros serão beneficiados pela nova carreira
especial que o Governo de coligação (PSD, CDS-PP e PPM) apresentou no
parlamento e que está a ser analisada pelas estruturas sindicais.“É
uma proposta que apresenta 12 categorias, descreve o conteúdo funcional
dessas mesmas categorias, prevê o subsídio de risco, como estava
vertido no decreto legislativo regional nº 24/2020, prevê a forma de
transição da carreira geral para a carreira especial e prevê a
progressão na carreira”, assegurou o governante, também ouvido hoje
pelos deputados.A proposta de diploma, que
terá de ser votada ainda em plenário da Assembleia Legislativa dos
Açores, abrange os 364 trabalhadores dos oito matadouros da região e da
casa de matança do Corvo, e pretende substituir a legislação geral de
trabalho que, até agora, vigorava para estes funcionários públicos.Não
satisfeito com a redação da proposta do Governo sobre este novo regime
jurídico para os trabalhadores dos matadouros, o deputado único da
Iniciativa Liberal, Nuno Barata, já apresentou uma proposta de
substituição integral, que está também em apreciação no parlamento.