UGT Açores defende mais salários e qualificação

Hoje 15:18 — Filipe Torres

Segundo uma nota de imprensa, na resolução aprovada pelo seu Conselho Geral, a central sindical sublinha que os Açores mantêm indicadores positivos no emprego, com uma taxa de desemprego de 5,4%, abaixo da média nacional, bem como níveis reduzidos de criminalidade e uma elevada qualidade ambiental.No entanto, a estrutura sindical considera que subsistem desafios importantes. Entre eles estão a taxa de risco de pobreza, ainda superior à média do país, a privação material severa, o elevado abandono precoce da educação e formação, o número de jovens que permanecem fora do sistema de ensino e do mercado de trabalho e o aumento de pessoas com dois trabalhos (um efetivo e outro parcial).A UGT manifesta ainda preocupação com a desaceleração do turismo, um dos principais motores da economia regional e responsável por cerca de 17% do PIB dos Açores.Segundo a organização, a tendência tornou-se mais evidente desde o final de 2025, tendo sido agravada pela saída da Ryanair.Perante este cenário, a UGT Açores definiu como prioridades para a Região a valorização dos salários, o reforço da negociação coletiva e a criação de mais oportunidades de educação, formação e qualificação profissional. A central sindical defende aumentos salariais superiores a 5%, a aproximação dos salários regionais aos praticados a nível nacional e medidas que contribuam para fixar jovens qualificados nos Açores e combater a pobreza laboral.A organização defende ainda um reforço das políticas sociais, o combate à precariedade e à fraude laboral, bem como uma aposta na diversificação económica através da inovação tecnológica e da digitalização. Entre as prioridades apontadas estão também o apoio às instituições sociais, a valorização dos trabalhadores da Administração Pública e o aproveitamento de projetos como o Terinov e o Nonagon para impulsionar setores de maior valor acrescentado.A UGT Açores enquadra estes desafios num contexto internacional de incerteza económica. A nível europeu destaca a transição digital e a concorrência tecnológica, enquanto no país aponta preocupações com o custo de vida, a habitação e os serviços públicos.