UGT/Açores coloca aumentos salariais como prioridade no Orçamento Regional para 2026
16 de set. de 2025, 12:40
— Lusa/AO Online
“Para
nós, a prioridade [no próximo ano] está nos aumentos salariais,
sobretudo na atividade privada”, afirmou Manuel Pavão, em declarações
aos jornalistas.O dirigente da UGT/Açores
falava no Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel,
após uma audiência com o presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, no âmbito do processo de
auscultação sobre as antepropostas de Plano e Orçamento Regional para
2026.Segundo o responsável, “os aumentos
salariais dos últimos anos têm ficado muito aquém do que determinados
setores […] poderiam oferecer aos trabalhadores”, indicando como exemplo
áreas relacionadas com turismo e atividades conexas, construção civil,
grande distribuição e banca.“Portanto, a
nossa prioridade está, neste momento, nos aumentos salariais. Não só do
aumento [do salário] mínimo, […] mas aumentar os outros níveis
salariais, porque têm sofrido um esmagamento nos últimos anos, que é
desmotivante e uma injustiça para aqueles que [estão] a trabalhar há 15,
20 e mais anos”, justificou.A UGT/Açores
também defendeu o “aceleramento nos pagamentos e transferências a
fornecedores e entidades com protocolos e acordos com o Governo
Regional”.Prosseguir o reforço de melhoria
da formação profissional e o “prosseguimento no esforço de mais medidas
sociais” como gratuitidade de creches até apoio aos idosos e aos mais
desfavorecidos, são outras das propostas.No
memorando com sugestões que foi entregue hoje ao presidente do
executivo de coligação, Manuel Pavão abordou ainda o setor público
empresarial regional.Como o Governo
Regional pretende privatizar empresas como a companhia aérea SATA (cujo
processo já está em curso), a Portos dos Açores, empresas do grupo EDA –
Eletricidade dos Açores e Atlânticoline, entre outras, o líder da UGT
açoriano alertou que a iniciativa “está a ser motivo de grande
preocupação dos trabalhadores dessas empresas”.“Como
se trata de um processo que acarreta sempre riscos e incertezas,
vem-lhes à memória o que aconteceu com a privatização do BCA e Companhia
de Seguros Açoriana, que faliram e deixaram mal os trabalhadores,
investidores, clientes e a própria região, que perdeu um dos principais
instrumentos para acelerar o seu desenvolvimento económico e social”,
recordou.O Plano e o Orçamento dos Açores para 2026 vão ser discutidos e votados na Assembleia Regional em novembro.O
executivo saído das eleições legislativas antecipadas de 04 de
fevereiro de 2024 Governa a região sem maioria absoluta no parlamento
açoriano e, por isso, necessita do apoio de outro partido ou partidos
com assento parlamentar para aprovar as suas propostas.PSD,
CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta.
O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido do
Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada,
completando os 57 eleitos.