UGT/Açores apela à responsabilidade das forças políticas representadas no parlamento regional
27 de fev. de 2024, 21:26
— Lusa
O secretariado da União Geral
de Trabalhadores (UGT) dos Açores esteve hoje reunido e analisou o
resultado das eleições regionais de 04 de fevereiro, que deram a vitória
à coligação PSD/CDS-PP/PPM.Em comunicado,
a estrutura sindical faz votos para que José Manuel Bolieiro, que foi
indigitado presidente do executivo, consiga entendimentos e consensos
“em prol do desenvolvimento económico e social da região e bem-estar dos
açorianos”.Perante a atual conjuntura “de
abrandamento económico, de inflação alta, de aumento do desemprego,
aliada a um cenário internacional marcado por duas guerras”, a UGT apela
“ao bom senso e responsabilidade de todas as forças políticas” para “a
abertura ao diálogo e negociação tão necessários à boa execução do Plano
de Recuperação e Resiliência (PRR) e ao bom arranque do novo quadro
comunitário PO 2020-2030”.“A estabilidade e
previsibilidade são indispensáveis à criação do clima de confiança e
tranquilidade nos diversos agentes económicos”, bem como para “o
cumprimento dos compromissos assumidos junto dos açorianos”, lê-se na
nota de imprensa.A UGT/Açores lembra que a
não aprovação do Orçamento Regional para 2024 teve como consequência a
interrupção da anterior legislatura e impediu “que fossem aprovados mais
de 50 diplomas, entre os quais alguns de âmbito laboral, que visavam
corrigir injustiças, que recaíram sobre os trabalhadores nos últimos 12
anos, designadamente os da Administração Pública”.A
direção da estrutura sindical espera que os diplomas “façam parte do
novo Orçamento e mereçam a aprovação na Assembleia Legislativa
recentemente empossada”.“A progressão
obrigatória dos funcionários públicos regionais, logo que possuam seis
pontos na sua avaliação de desempenho, como forma de acelerar a sua
progressão na carreira durante a sua vida profissional” e a atualização
em 5% e alargamento da remuneração complementar de forma a abranger os
salários brutos de níveis superiores da Tabela Remuneratória Única, são
duas das reivindicações.A UGT/ também
defende, entre outras medidas, a integração nos quadros da Administração
Regional dos mais de 500 trabalhadores precárias (contratados no âmbito
do programa de combate à pandemia de covid-19) e a consolidação de
medidas económicas e sociais “que visam reforçar a classe média e a
proteção dos mais desfavorecidos, em linha com o Acordo de Parceria
Estratégica 2023-2028, sob o lema Rendimento, Sustentabilidade e
Crescimento”.