UEFA irá ajudar no que puder a candidatura ibérica "vencedora" ao Mundial2030
5 de set. de 2022, 12:32
— Lusa/AO Online
“Vejo isto como uma
licitação vencedora. Faremos o que pudermos para ajudar nessa
candidatura. Está na hora de a Europa ser anfitriã do Mundial. Os dois
países cheiram a futebol. Temos alguns planos para ajudar e já falámos
com o Fernando Gomes e com o Luís Rubiales. Tenho a certeza de que
teremos o Mundial em Espanha e Portugal em 2030”, disse, na sua
intervenção no fórum Football Talks, através de videoconferência.No
fórum organizado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o
dirigente da UEFA abordou a densidade do calendário das competições
futebolísticas, ao considerar que “está perto do limite” e que será
preciso encontrar um equilíbrio para ajudar os clubes.“Os
clubes têm de permanecer sustentáveis e, para isso, têm de ter um certo
número de jogos. Os que se queixam são os clubes grandes, que jogam
mais do que os outros, mas têm 25 jogadores de topo. Devíamos pensar
muito seriamente sobre o número de jogos”, frisou o líder do organismo
que rege o futebol na Europa, no cargo desde 2016.A
possível criação de uma Superliga europeia foi alvo de polémica, com a
UEFA a opor-se totalmente, tendo Ceferin dado o exemplo dos moldavos do
Sheriff, que, na última edição da Liga dos Campeões, derrotaram o Real
Madrid em pleno Bernabéu.“As pessoas que
pensam que apenas as elites deviam jogar futebol, não pensam que até
eles ficariam muito pior. O que muitos não sabem é que a UEFA dá retorno
de 95% das receitas aos clubes. Insisto que o sonho se mantenha vivo
para todos”, sublinhou.O atual formato do
Campeonato da Europa, com 24 seleções, “não é o formato ideal”, apontou
Ceferin, que realçou, contudo, as dificuldades em alterar a prova
continental, enquanto frisou o seu contentamento com a “muito
bem-sucedida” Liga das Nações.“Se calhar,
32 seleções seria melhor, mas não sei se podemos mudar isso. Se os dois
primeiros classificados se apurassem diretamente, as rondas de
qualificação perdiam valor e a competição não seria tão apelativa como
devia ser. Estamos a trabalhar nisso com as federações e vamos ver o que
o tempo traz. Se quisermos alterar assim uma competição, nunca haverá
mais jogos, devido à densidade do calendário”, explicou.Por
último, o esloveno mencionou o sucesso do último Europeu de futebol
feminino, com “milhares de bilhetes vendidos”, para o qual a UEFA não
esperava “que fosse um sucesso estrondoso”, mesmo sendo das modalidades
“de maior ascensão no mundo”.“Na UEFA, não
perdemos dinheiro a investir no futebol feminino e vale a pena
investir. Os produtos novos são aqueles em que deveríamos investir, para
as televisões e para os patrocinadores, porque é relativamente barato.
Tenho a certeza de que qualquer investimento irá ser muito bom”, contou.O
fórum Football Talks decorre entre hoje e terça-feira, na Cidade do
Futebol, com um programa vasto que assenta em temas relacionados com os
cinco pilares estratégicos identificados no Plano Futebol 2030 da FPF:
Infância e Crescimento, Futebol para Todos e Todas, Qualidade do Jogo,
Envolvimento e Sustentabilidade do Ecossistema.