UE saúda limite de tarifas de 15% dos EUA para “estabilidade da economia”
Tarifas
1 de ago. de 2025, 16:15
— Lusa/AO Online
“Os novos
direitos aduaneiros dos Estados Unidos refletem os primeiros resultados
do acordo UE-EUA, nomeadamente o limite máximo de 15% para todos os
direitos”, reagiu o comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, numa
publicação na rede social X.“Este facto reforça a estabilidade para as empresas, bem como a confiança na economia transatlântica”, acrescentou.Segundo Maros Sefcovic, “os exportadores da UE beneficiam agora de uma posição mais competitiva”.Ainda
assim, “o trabalho continua”, adiantou o responsável europeu da tutela,
quando a UE e os Estados Unidos ainda estão a finalizar o texto oficial
do acordo comercial para tarifas norte-americanas de 15% a produtos
europeus.Há uma semana, a Comissão
Europeia adotou um pacote total de retaliação orçado em 93 mil milhões
de euros, que ainda não suspendeu, estando a aguardar a publicação
norte-americana.No passado domingo, a UE
conseguiu chegar a acordo com os Estados Unidos para amenizar as tensões
comerciais iniciadas em março, com a consciência de que este é o acordo
possível e não o melhor, pois a ambição europeia era maior, de tarifas
zero para bens industriais europeus, como a Comissão Europeia chegou a
propor.O acordo comercial fixa em 15% as
tarifas aduaneiras norte-americanas sobre os produtos europeus, prevendo
também o compromisso da UE sobre a compra de energia norte-americana no
valor de 750 mil milhões de dólares (cerca de 642 mil milhões de
euros), o investimento de 600 mil milhões adicionais (514 mil milhões de
euros) e um aumento das aquisições de material militar.Foi
possível alcançar uma tarifa única de 15% sobre a maioria dos bens da
UE exportados para os Estados Unidos, em vez dos 30% ameaçados por
Donald Trump, isentando setores estratégicos como semicondutores,
componentes aeroespaciais e certos produtos farmacêuticos.Não
haverá uma tarifa semelhante por parte do bloco comunitário, até porque
a argumentação norte-americana incide sobre o défice comercial dos
Estados Unidos face à UE.O acordo ainda é preliminar e não totalmente oficial, com detalhes pendentes.Previsto
está que, para já, a UE não suspenda as contramedidas que tinha
preparado para o caso de não se chegar a um acordo com os Estados
Unidos, enquanto se aguarda a publicação oficial.