UE pede que se evitem reações alarmistas e "colapsos nervosos"
Ucrânia
24 de jan. de 2022, 18:43
— Lusa/AO Online
"Sabemos
muito bem qual é o grau de ameaça e como reagir. Devemos evitar
colapsos nervosos e reações alarmistas, que têm até consequências
financeiras", alertou o Alto Representante para os Negócios Estrangeiros
da União Europeia (UE), Josep Borrell, após uma videoconferência com
ministros dos Negócios Estrangeiros da comunidade e com o secretário de
Estado norte-americano, Antony Blinken.Depois de ter ouvido o chefe da diplomacia dos EUA, Borrell disse que não há um sentimento de “ataque iminente” à Ucrânia.“Não
penso que haja alguma coisa de novo que possa aumentar o sentimento de
receio de um ataque iminente”, disse o chefe da diplomacia europeia, que
reconheceu haver “total sintonia” entre os 27, sobre como agir na crise
da Ucrânia.Os europeus tinham sido
surpreendidos pela "dramatização" por parte dos Estados Unidos da
situação na Ucrânia, com o anúncio da iminência de uma invasão russa e
com a decisão de retirar as famílias dos diplomatas norte-americanos em
Kiev."A troca de pontos de vista com
Antony Blinken foi muito útil para continuar a definir o caminho a
seguir e a estabelecer uma coordenação muito estreita", sublinhou
Borrell.“Penso que há total acordo entre
nós, entre os estados-membros, de que essa medida cautelar [tomada pelos
Estados Unidos] não é necessária”, acrescentou Borrell, sobre a
eventualidade de retirada de pessoal diplomático de Kiev."Os
Estados Unidos agora responderão por escrito às exigências da Rússia.
Fomos consultados sobre essa resposta", explicou o chefe da diplomacia
europeia, sobre os próximos passos para controlar a crise ucraniana."Se
a diplomacia falhar, estamos preparados para dar resposta a uma
possível agressão russa. Esta será certamente uma ação rápida e
determinada, com forte unidade, não só dentro da União Europeia, mas
também a nível internacional", assegurou Borrell.