UE não está em risco energético mas preocupada com preços
Irão
9 de mar. de 2026, 12:45
— Lusa/AO Online
"Não
há escassez iminente" de petróleo na Europa, referiu, na conferência de
imprensa diária do executivo comunitário a porta-voz para a Energia,
Anna-Kaisa Itkonen, lembrando que todos os Estados-membros têm de ter
reservas de emergência para 90 dias e assegurando que todos têm ‘stocks’
para um período entre 85 e 90 dias.A
porta-voz assegurou ainda que, graças à estratégia de diversificação de
fontes energéticas, “o impacto direto do conflito no Médio Oriente nos
mercados energéticos continua limitado no curto prazo”.“Estamos muito menos preocupados com a segurança da oferta do que com a subida dos preços da energia”, acrescentou. A UE não importa nem petróleo nem gás natural do Irão, referiu.A
ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de
fevereiro, desencadeou a guerra no Médio Oriente, que causou cerca de
1.300 mortos, maioritariamente iranianos, com registo de vítimas em 12
países.Em resposta, o Irão lançou ataques
de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras
infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein,
Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre,
Azerbaijão e na Turquia.O guia supremo da
República Islâmica do Irão Ali Khamenei, no poder desde 1989, foi morto
logo no primeiro dia da ofensiva. No domingo, foi substituído pelo
filho, Mojtaba Khamenei.O conflito fez
também recear uma crise económica global dado o impacto nos mercados de
energia por estarem envolvidos alguns dos maiores produtores de petróleo
e gás mundiais.Os preços do petróleo
registaram hoje subidas históricas acima dos 100 dólares por barril, o
que estava a fazer afundar os mercados bolsistas e a reavivar os receios
de um choque inflacionista mundial.