UE/Mercosul: Acordo cria novas oportunidades para empresas portuguesas

17 de jan. de 2026, 20:06 — Lusa

A assinatura do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul foi formalizada hoje em Assunção, Paraguai.A AIP refere, em comunicado, "tratar-se de um passo relevante para a afirmação externa da Europa e para a criação de novas oportunidades de crescimento para as empresas portuguesas".O acordo "deve ser entendido como um instrumento económico com impacto direto na competitividade, na redução de barreiras ao comércio e na previsibilidade das relações internacionais, num momento em que se intensifica a incerteza global e se multiplicam mecanismos protecionistas em diferentes geografias", defende a associação."Este acordo pode constituir para a Europa um sinal de renovação estratégica e uma nova 'aragem' num período prolongado de marasmo e de perda gradual de importância económica relativa no sistema global", salienta a AIP.A Associação Industrial Portuguesa "entende que a União Europeia deve aproveitar este instrumento não apenas como acordo comercial, mas como alavanca de reposicionamento económico e industrial".O acordo "abre um novo ciclo de oportunidades para a indústria portuguesa", aponta a AIP, avisando que é "necessário preparar as empresas para competir".Para a AIP, o acordo deve ser vido não só como um instrumento de dinamização do comércio, mas também como uma janela estratégica para ampliar a presença portuguesa em cadeias industriais transatlânticas, reforçar a exportação de bens com maior intensidade tecnológica, e atrair e alavancar investimento produtivo, fomentando parcerias empresariais.O Mercosul reúne "economias com elevado potencial, onde empresas portuguesas podem reforçar posições em áreas como a metalomecânica, materiais de construção, componentes industriais, equipamentos, agroindústria, tecnologias de informação, energias limpas e serviços associados à indústria", acrescenta, apontando o Brasil, que é o principal mercado da região e tem uma ligação a Portugal."Consideramos, contudo, que o aproveitamento deste novo quadro comercial depende de uma resposta concreta, articulada entre empresas e políticas públicas", nomeadamente através de várias medidas, entre as quais o reforço de instrumentos de financiamento à internacionalização e investimento produtivo."A estratégia comercial europeia deve caminhar lado a lado com uma estratégia industrial robusta", remata.