UE exige à Rússia que respeite integridade ucraniana após novos ataques

Ucrânia

31 de jul. de 2025, 16:51 — Lusa/AO Online

"A Rússia quer destruir a Ucrânia e ao fazê-lo também está a violar uma promessa que fez há 50 anos nos Acordos de Helsínquia", escreveu na redes sociais a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas.Por ocasião dos 50 anos da assinatura dos Acordos de Helsínquia, a representante da diplomacia da UE acrescentou que qualquer nação tem direito à soberania, integridade territorial e que qualquer país devia poder escolher que alianças quer fazer."Não vamos deixar a Rússia desfazer estes princípios", completou Kaja Kallas.Os Acordos de Helsínquia foram assinados em 1975 por todos os países da Europa, incluindo a então União Soviética, assim como pelos Estados Unidos da América e o Canadá.O documento estabelece os princípios que regem as relações entre os Estados que integram atualmente a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).Os acordos determinam, entre outros princípios, que os países têm direito à sua soberania e que não podem ser alvo de ingerências.A declaração de Kaja Kallas surge no mesmo dia em que Kiev foi alvo de um novo ataque russo, que fez várias vítimas mortais, incluindo uma criança de seis anos e a mãe."Hoje, o mundo assistiu mais uma vez a resposta da Rússia ao nosso desejo de paz, partilhado com os Estados Unidos da América e a Europa, um novo espetáculo assassino", escreveu o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nas redes sociais, acrescentando que, por esta razão, "a paz sem força é impossível".Zelensky insistiu que os países que são parceiros da Ucrânia têm todas as ferramentas necessárias para "forçar Moscovo a chegar à paz", para "obrigá-los a reunirem-se numa mesa de negociações a sério"."Contamos com tudo o que os Estados Unidos da América e a Europa estão a fazer para que este objetivo seja alcançado", sublinhou.A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).