UE disponibiliza 2,3 ME a países da África Central e Ocidental para conterem cólera
Hoje 12:21
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a Comissão Europeia refere que este financiamento é destinado à
Nigéria, aos Camarões, à República Centro-Africana e ao Chade, para
“ajudar estes países a lidarem com a epidemia de cólera em curso”.O
executivo comunitário refere que, segundo a Organização Mundial de
Saúde (OMS), registaram-se mais de 61 mil casos de cólera em África nos
primeiros cinco meses de 2026.A maior
parte do financiamento anunciado vai ser destinada à Nigéria, com a
Comissão Europeia a disponibilizar 1,5 milhões de euros para “aumentar o
número de equipas de intervenção”, fornecer bens essenciais, como
‘kits’ de combate à cólera, ou ainda apoiar ações de intervenção em
termos de saneamento e higiene, “incluindo o tratamento dos pontos
públicos de abastecimento de água”.“Este
apoio contribuirá igualmente para intensificar a vigilância
epidemiológica em zonas inacessíveis e para reforçar a gestão de casos, a
comunicação de riscos e a sensibilização das comunidades”, refere a
Comissão. A República Centro-Africana vai
receber 500 mil euros ao abrigo deste pacote de assistência para
“reforçar a vacinação”, assim como ações de intervenção a nível
sanitário e de higiene.“O financiamento
servirá também para reforçar a comunicação dos riscos e o envolvimento
das comunidades, intensificar a vigilância e a deteção de casos e apoiar
a realização de enterros dignos e seguros”, indica o executivo
comunitário.O Chade vai receber 200 mil
euros, para ajudar a “quebrar a cadeia de transmissão da cólera” ao
garantir “melhor acesso à água e ao saneamento, bem como apoio à
comunidade no âmbito da vigilância e gestão de crises”.Já
os Camarões vão receber 100 mil euros para apoiar a “contenção do surto
e a gestão de casos”, designadamente através do reforço dos recursos
humanos das organizações humanitárias no terreno, mas também do
fornecimento de mais medicamentos e da criação de “unidades adicionais
de tratamento de cólera”.Citada no
comunicado, a comissária europeia para a Gestão das Crises, Hadja
Lahbib, refere que “a cólera é uma doença que pode ser prevenida e
tratada”, mas que, apesar disso, “continua a ameaçar vidas quando as
pessoas não têm acesso a algo tão básico como água potável e cuidados de
saúde”.“Numa altura em que as
necessidades humanitárias estão a aumentar e os recursos a diminuir, a
Europa não vira as costas. Este financiamento de emergência vai ajudar
os nossos parceiros a agir rapidamente, a conter surtos e a proteger as
comunidades mais vulneráveis”, afirma.A
Comissão Europeia salienta que a infeção provocada pela cólera se
“propaga mais frequentemente quando as pessoas consomem água
contaminada”, e, “em casos graves, a rápida perda de líquidos pode
provocar desidratação grave” e situações de risco.O
executivo comunitário ressalva, contudo, que a cólera não é uma “doença
comum na Europa” e que “o risco de propagação a partir de casos
importados é baixo”.