UE discute em Estocolmo aquisição de munições para Kiev com 'inputs' da NATO
Ucrânia
7 de mar. de 2023, 09:15
— Lusa/AO Online
Durante reunião informal na
Suécia, organizada pela presidência sueca do Conselho da UE, os
governantes dos 27 com a tutela da Defesa discutem as operações
militares que envolvem o bloco comunitário, no âmbito de missões da
Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização do Tratado do
Atlântico Norte (NATO), uma vez que a maioria dos Estados-membros da
União pertencem à aliança militar.Já na
quarta-feira a prioridade do encontro é a continuidade do apoio militar
que está a ser prestado à Ucrânia desde o início da invasão pela Rússia,
há um ano.Na reunião estarão também
presentes representantes militares de Kiev para fazer um ponto de
situação sobre a contraofensiva nas regiões ocupadas pelas Forças
Armadas russas.Neste âmbito, há dois
tópicos prioritários para os ministros da Defesa da União Europeia:
encontrar financiamento para aquisição de munições de artilharia e a
missão de treino de militares das Forças Armadas da Ucrânia.Sobre
estes dois tópicos haverá também 'inputs' de representantes da NATO e
da ONU. É desconhecido se vai ser abordada a questão da entrega dos
veículos de combate Leopard 02 A6. Portugal é um dos países que pretende
enviar estes tanques modernos até ao final do mês, como anunciou o
Governo no início de fevereiro.Em cima da
mesa poderá estar também a discussão do próximo pacote de apoio militar à
Ucrânia, no valor de 1.000 milhões de euros. Fontes diplomáticas
consultadas pela France-Presse (AFP) há cerca de uma semana revelaram
que o alto-representante da União Europeia para os Negócios
Estrangeiros, Josep Borrell, instou os 27 a disponibilizarem este valor
para honrar o compromisso de fornecer com urgência as munições de
artilharia pedidas por Kiev.Este valor
deverá integrar o Fundo Europeu de Apoio à Paz, para comprar projéteis
de 155 mm utilizados pelas Forças Armadas ucranianas.O
assunto certamente será abordado ao longo destes dois dias de reuniões,
mas a informalidade do encontro deverá impedir mais do que um possível
acordo político, uma vez que a concretização do pedido feito por Borrell
ainda terá de passar pelo crivo dos ministros das Finanças dos 27.