UE determinada em deixar gás russo de uma vez por todas
Crise/Energia
28 de out. de 2022, 16:54
— Lusa/AO Online
“Estamos
determinados a pôr fim à nossa dependência dos combustíveis fósseis
russos, de uma vez por todas e rapidamente, diversificando o
aprovisionamento, poupando energia, e acelerando a implantação de
energias renováveis”, declarou Ursula von der Leyen, intervindo na
Cimeira de Investimento Sustentável da UE, em Bruxelas.Numa
altura em que os preços da energia registam valores acima da média e de
quebra no abastecimento de gás à UE por parte da Rússia, durante esta
estação fria, a líder do executivo comunitário acusou o Presidente da
Rússia, Vladimir Putin, de “utilizar combustíveis fósseis como uma arma
contra a Europa”.“Mas a Europa não será chantageada, não iremos comprometer os nossos valores”, vincou Ursula von der Leyen.As
tensões geopolíticas devido à guerra na Ucrânia têm afetado o mercado
energético europeu desde logo porque a UE depende dos combustíveis
fósseis russos, como o gás, e teme cortes adicionais no fornecimento
este outono e inverno.Dados revelados na
ocasião indicam que, depois de no ano passado 41% das importações de gás
da UE terem tido origem na Rússia, esta percentagem fixa-se agora em 9%
no gás de gasoduto.“Conseguimos compensar
estas perdas através do aumento do fornecimento pelos nossos parceiros
de confiança, como os Estados Unidos e a Noruega, e, paralelamente,
enchemos as nossas reservas de gás a mais de 90%, o que é
significativamente mais elevado do que no ano passado, conseguindo ainda
poupar 15% do consumo de gás”, elencou Ursula von der Leyen, numa
alusão às medidas adotadas pelo bloco comunitário nos últimos meses.Porém,
para a presidente da Comissão Europeia, é necessário “ir mais além e
assegurar a transição a médio e longo prazo”, em termos energéticos e
ambientais.“A mensagem não podia ser mais
clara: temos de acelerar os investimentos sustentáveis e aumentar o seu
alcance. Agora mais do que nunca, apesar da tentativa da Rússia de
perturbar a ordem internacional, o mundo deve permanecer unido na nossa
luta por um futuro pacífico, justo e próspero”, adiantou Ursula von der
Leyen.