UE compra mais 300 milhões de doses de vacinas da Moderna
Covid-19
17 de fev. de 2021, 13:16
— Lusa/AO Online
”Aprovámos
hoje um novo contrato com a Moderna para adquirir mais 300 milhões de
doses” da vacina para a covid-19 que esta farmacêutica produz, anunciou
Von der Leyen.Este segundo contrato com a
empresa Moderna prevê uma compra adicional de 150 milhões em 2021 e
outro tanto em 2022 em nome de todos os Estados-membros da União
Europeia (UE).O novo contrato prevê também
a possibilidade de doar a vacina a países de menor rendimento ou de a
redirecionar para outros países europeus.Os
contratos que a Comissão já celebrou, esclareceu Von der Leyen, “são
importantes paras as farmacêuticas porque garantem a compra de uma certa
quantia de doses”.A líder do executivo
comunitário disse ainda que 22 milhões de pessoas na UE receberam já uma
primeira dose de vacina da covid-19, tendo sete milhões completado o
processo.“A vacinação progride na UE,
tendo 33 milhões de doses sido entregues e 22 milhões de pessoas
recebido uma dose e sete milhões as duas doses”, disse Von der Leyen, em
conferência de imprensa.A presidente da
Comissão Europeia, que falava aos jornalistas após a reunião do Colégio
de Comissários, adiantou ainda que “a entrega das três vacinas já
autorizadas será aumentada”.“Vemos que
emergem novas estirpes do vírus, até agora as vacinas mostraram ser
eficazes mas as variantes são mais agressivas e poderão ser mais
resistentes às vacinas”, alertou, sublinhando a importância de se
acelerar a sequenciação do coronavírus SARS-CoV-2.Ursula
von der Leyen participou hoje na apresentação do novo plano de
preparação de biodefesa “Incubadora HERA” contra a covid-19, face à
ameaça das variantes do coronavírus, assente numa melhor deteção das
estirpes, maior rapidez na aprovação de vacinas e aumento da sua
produção.Denominada “Incubadora HERA” – a
sigla da futura Autoridade Europeia de Preparação e Resposta a
Emergências de Saúde -, a estratégia hoje apresentada é justificada pelo
executivo comunitário com a necessidade de “preparar a Europa para a
crescente ameaça das variantes” do coronavírus.