UE aponta como “prioridade fundamental” acabar com a violência contra as mulheres
24 de nov. de 2024, 17:03
— Lusa
“O nosso
empenho em pôr termo à violência contra as mulheres em todo o mundo é
uma prioridade fundamental da ação externa da UE, em especial no que se
refere ao papel da UE como principal doador humanitário”, afirmou o
chefe das relações externas da UE, Josep Borrell, e a Comissão Europeia,
numa declaração conjunta por ocasião do Dia Internacional para a
Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se celebra a 25 de
novembro, citado pela Efe.Borrel e o
executivo europeu sublinharam também o “forte empenho” da UE na
erradicação “imediata” da violência contra as mulheres e as raparigas,
em colaboração com os países parceiros, a sociedade civil, os grupos de
defesa dos direitos das mulheres e os defensores dos direitos humanos.Para
a Comissão “todas as formas de violência contra as mulheres são
desprezíveis” e “constituem uma violação dos direitos humanos e
comprometem os nossos valores fundamentais”, cita Efe.A
Comissão Europeia aderiu em outubro de 2023 à Convenção do Conselho da
Europa para a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a
Violência Doméstica (Convenção de Istambul), que estabelece normas “mais
ambiciosas e abrangentes” para prevenir aquele tipo de violência.Na
sequência daquela adesão, a União Europeia adotou, em maio, uma
Diretiva com o objetivo de proporcionar um quadro global para prevenir e
combater eficazmente a violência contra as mulheres e a violência
doméstica em toda a União.Para isso, foram
introduzidas definições de determinados crimes (crimes de
ciberviolência, mutilação genital feminina e casamento forçado),
reforçando a proteção e o apoio às vítimas, facilitando o seu acesso à
justiça e melhorando a prevenção, a recolha de dados, a coordenação e a
cooperação.Segundo a UE, estão agora
disponíveis mais ferramentas para combater a violência contra as
mulheres e para garantir que mulheres e raparigas “se sintam seguras e
vivam sem medo, para prestar serviços de apoio específicos às vítimas e
para responsabilizar os autores”.Borrell e a CE apelaram a todos os Estados-Membros para que “implementem rapidamente estas medidas rigorosas”.