UE aloca 30 mil milhões de euros ao combate a futuras emergências sanitárias até 2027
16 de set. de 2021, 12:51
— Lusa/AO Online
“Investir na
saúde é um investimento no nosso futuro e, para isso, asseguraremos que a
HERA tenha o poder financeiro necessário, de seis mil milhões de euros
nos próximos seis anos no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual”,
anunciou hoje a comissária europeia da tutela, Stella Kyriakides.Falando
em conferência de imprensa na sede do executivo comunitário, em
Bruxelas, a responsável frisou que “isto aumenta para quase 30 mil
milhões de euros o investimento em segurança sanitária, preparação e
resposta através de outros programas da UE”.Na
apresentação desta nova autoridade europeia, destinada a prevenir,
detetar e responder rapidamente a emergências sanitárias após a crise
gerada pela pandemia de covid-19, Stella Kyriakides vincou que “a HERA
será uma peça central crucial para uma forte União Europeia da Saúde e
para traçar um novo rumo para a política de saúde da UE”.“E
não há tempo a perder. A dimensão das potenciais ameaças que
enfrentamos é imensa e, por isso, a nossa resposta tem de ser
ambiciosa”, insistiu a comissária europeia.Notando
que esta autoridade europeia “já era necessária ontem”, Stella
Kyriakides concluiu que a HERA “começará o seu trabalho a partir de
hoje”.As
atividades da HERA serão financiadas em seis mil milhões de euros pelo
atual Quadro Financeiro Plurianual para o período de 2022-2027, dos
quais uma parte provirá do complemento NextGenerationEU, o fundo de
recuperação pós-crise da covid-19.Outros
programas da UE - como o REACT-EU, os Fundos de Coesão e o Programa
InvestEU e o Instrumento de Vizinhança, Desenvolvimento e Cooperação
Internacional - irão contribuir igualmente para apoiar a resiliência dos
sistemas de saúde, o que ascenderá aos 30 mil milhões de euros,
montante que já tem em conta investimentos ao nível nacional e no setor
privado.HERA
pretende prever ameaças e potenciais crises sanitárias, através da
recolha de informações, e que desenvolva as respostas necessárias para o
espaço comunitário.Perante
uma emergência, a HERA assegurará, por exemplo, o desenvolvimento, a
produção e a distribuição de medicamentos, vacinas e outras
infraestruturas médicas – como luvas e máscaras –, que não se
encontravam disponíveis durante a fase inicial da pandemia. A
criação da HERA foi anunciada pela presidente da Comissão Europeia,
Ursula von der Leyen, há um ano e visa colmatar uma lacuna na resposta e
preparação da UE para situações de emergência sanitária.Para
poder entrar rapidamente em vigor, a HERA funcionará como uma estrutura
interna da Comissão e estará plenamente operacional a partir do início
de 2022.O seu funcionamento será revisto e adaptado anualmente até 2025, ano em que será realizada uma avaliação completa.A
proposta de regulamento do Conselho relativo a um quadro de medidas
relacionadas com contramedidas médicas em caso de emergência de saúde
pública a nível da União será debatida e adotada pelo Conselho.