Ucrânia: Zelensky diz que ataque de drones a Moscovo foi "totalmente justificado"

Hoje 19:14 — Lusa

Segundo as autoridades locais russas, pelo menos quatro pessoas morreram, incluindo três perto de Moscovo, num dos maiores ataques noturnos ucranianos contra a Rússia desde o início da guerra, a 24 de fevereiro de 2022.Outras 17 pessoas ficaram feridas, 12 delas num ataque com um drone em Moscovo que atingiu uma refinaria pertencente à Gazprom Neft, um dos principais fornecedores de combustível para a área metropolitana de Moscovo. Segundo o presidente da câmara, Sergei Sobyanin, a “tecnologia” da refinaria não foi danificada."As nossas respostas à guerra prolongada da Rússia e aos seus ataques às nossas cidades e comunidades são completamente justificadas", declarou Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais.O Presidente da Ucrânia referiu-se aos seus drones como "sanções de longo alcance", num ataque com o qual estão “a dizer claramente aos russos que o seu Estado deve acabar com a guerra"."Agradeço ao Serviço de Segurança da Ucrânia e a todas as Forças de Defesa da Ucrânia pela sua precisão. A distância da fronteira estatal ucraniana ultrapassa os 500 quilómetros. A concentração de defesas aéreas russas na região de Moscovo é a mais elevada. Mas estamos a ultrapassar isso", concluiu.De acordo com a agência estatal Tass, com base em dados fornecidos por Sergei Sobyanin, as defesas russas abateram 81 drones que se dirigiam para Moscovo durante a noite.O maior aeroporto da Rússia — o Sheremetyevo, em Moscovo — informou que destroços dos drones caíram nas suas instalações, mas sem causar danos.Ainda assim, mais de meia centena voos foram desviados hoje para aeroportos alternativos devido à interrupção temporária das operações nos principais terminais do aeroporto de Moscovo.No seu canal de Telegram, o Ministério dos Transportes russo indicou que, “durante a noite passada e esta manhã, 51 aeronaves foram desviadas para aeroportos alternativos devido a restrições temporárias no espaço aéreo".Segundo salientou, "as restrições são necessárias para garantir a segurança dos voos”, o que é “uma prioridade".O Ministério dos Transportes referiu ainda que "32 voos sofreram atrasos de mais de duas horas nos aeroportos de Moscovo”, tendo sido “mobilizadas equipas adicionais para auxiliar os passageiros”.