Ucrânia: Fevereiro teve maior número de ataques de mísseis russos desde 2023
Hoje 11:30
— Lusa
Esta conclusão resulta de uma análise de dados ucranianos realizada pela agência noticiosa AFP.Segundo a France Presse, as forças russas lançaram 288 mísseis contra a Ucrânia em fevereiro, mais do dobro face aos 135 mísseis lançados em janeiro, de acordo com uma compilação dos números fornecidos diariamente pela Força Aérea ucraniana.Entretanto, uma mulher morreu hoje e outra ficou ferida na região ucraniana de Zaporijia, controlada pela Rússia, devido a um ataque com drones de Kiev, informaram as autoridades locais.Segundo o governador de Zaporijia nomeado por Moscovo, Yevgueni Balitski, a Ucrânia atacou um veículo com voluntárias que chegaram da cidade russa de Rostóvia do Dom para ajudar a população local.Uma das mulheres morreu no local, enquanto a segunda foi hospitalizada com ferimentos graves.“Os médicos estão a fazer tudo o que podem para salvá-la”, acrescentou o governador.Balitski acusou Kiev de mostrar a sua “essência terrorista” ao atingir alvos civis.A guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão russa de 24 de fevereiro de 2022 e que se tornou o conflito mais sangrento em solo europeu desde a II Guerra Mundial, entrou já no seu quinto ano.Após anos de combates e bombardeamentos mortíferos, o número de vítimas continua incerto.De acordo com a última contagem da Organização das Nações Unidos (ONU), em 2025, quase 15.000 civis foram mortos e 40.600 ficaram feridos em território ucraniano, mas o número real de vítimas é “provavelmente muito maior”, principalmente devido à dificuldade de acesso às áreas ocupadas.Os ataques lançados em resposta pela Ucrânia contra as regiões fronteiriças russas resultaram em centenas de mortes, segundo as estimativas.Na frente militar, o Presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, reconheceu, no início de fevereiro, a morte de 55.000 soldados ucranianos desde 2022, um número considerado subestimado devido às dezenas de milhares de desaparecidos.O exército russo mantém o silêncio sobre as suas perdas, mas, de acordo com o serviço russo da BBC e o órgão de comunicação social russo Mediazona, que citam dados de fontes abertas, sofreu mais de 177 mil mortes.