Turista resgatado na montanha do Pico desrespeitou regulamento de acesso
25 de jul. de 2025, 17:49
— Lusa/AO Online
A
Força Aérea realizou, na quinta-feira, o “resgate complexo” de um homem
de nacionalidade holandesa que se encontrava “encurralado numa zona
escarpada” da montanha do Pico, nos Açores, através de um helicóptero
EH-101 Merlin.O secretário regional do
Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, disse à agência Lusa que
se trata de um caso de “acesso indevido” à Reserva Natural da Montanha
do Pico.Segundo o governante, o turista
não validou o acesso na Casa da Montanha e fez a subida “sem registo de
entrada prévio”, contrariando o regulamento em vigor.“Como
tal, e de acordo com o disposto no regulamento de acesso à Casa da
Montanha, o acesso não autorizado, constitui uma contraordenação
ambiental, pelo que será instaurado o respetivo processo”, disse.Além
disso, nos termos do mesmo regulamento, tratando-se de um resgate
efetuado em resultado do incumprimento no acesso à reserva natural, “os
custos inerentes ao resgate, no valor de 1.200 euros, serão também
imputados ao visitante, sendo que qualquer outro custo associado a este
resgate será também automaticamente imputado” ao cidadão. “A
montanha é um local protegido e, além disso, apresenta um ambiente
desafiador e exigente, sobretudo fora do trilho homologado, daí a
importância do acesso ser regulado e controlado e de serem observadas as
boas práticas para garantir a segurança dos utilizadores e das equipas
de resgate e para evitar situações desta natureza, de futuro”, explicou.Alonso
Miguel referiu à Lusa que o acesso à montanha do Pico processa-se
através da Casa da Montanha, onde é feito um registo prévio e é entregue
um GPS aos visitantes, situação que garante a possibilidade de os
serviços monitorizarem e rastrearem o acesso e garantirem “condições
mínimas de segurança”.“Evidentemente, se
as pessoas prevaricam e acedem à montanha sem ser através do local
adequado e em incumprimento deste regulamento, estão automaticamente a
colocar-se em risco e a colocar também a segurança de quem tem esta
tarefa de os resgatar”, admitiu.O
secretário regional do Ambiente e Ação Climática dos Açores considera
“importante que as pessoas saibam que há um regulamento e que há
legislação a cumprir, e que essa legislação existe por uma razão”.“Que
é para garantir, desde logo, a integridade deste património natural,
que é protegido, mas também para garantir condições de visitação
adequadas e, sobretudo, em segurança”, concluiu.Segundo
um comunicado da Força Aérea, a vítima, de 31 anos, que apresentava
sinais de exaustão e desidratação, encontrava-se numa zona de “muito
difícil acesso”, na vertente norte da montanha, conhecida como “Areeiro
de Santa Luzia”, a cerca de 2.134 metros de altitude, o que
impossibilitava a sua extração através dos meios terrestres em condições
de segurança.