Turismo Porto e Norte avança em junho com plano recuperação do setor
9 de mai. de 2020, 13:41
— Lusa/AO online
“A Turismo do Porto e Norte de Portugal
(TPNP), com a Associação de Turismo do Porto (ATP), estão a preparar um
plano de recuperação do setor do turismo na região [Norte]. É um plano
que tem três eixos. Um que se chama Norte mais qualificado, outro Norte
mais atrativo e um terceiro Norte com mais energia”, revelou hoje à Lusa
o presidente da TPNP, Luís Pedro Martins.Em
entrevista telefónica à Lusa sobre o trabalho que a TPNP está a
realizar para a retoma do setor turístico na próxima época alta, Luís
Pedro Martins explica que o plano de recuperação é um ”plano ambicioso” e
que se quer iniciar já no próximo mês de junho, designadamente com a
campanha promocional “Escolha Segura - Mergulhe na Região”, cujo
objetivo é convidar o turista português a visitar no verão os
territórios do Norte com baixa densidade populacional em tempos de
coronavírus.O primeiro eixo do plano de
recuperação, o “Norte mais qualificado”, tem o objetivo de “repensar”
toda o produto turístico “tendo em conta as novas necessidades do
turista”, relacionadas com a pandemia, explica o presidente da TPNP.Tudo
aquilo que o turista agora procura agora é “privacidade, segurança,
tranquilidade, grupos mais pequenos, procura de espaços de natureza e
fuga dos grandes centros urbanos”, características que o território
Norte de Portugal tem com as suas “albufeiras”, “rios”, “lagoas”,
“geoparques” e “serras”, para além do Património Mundial da Unesco, como
o Parque Nacional Peneda-Gerês, Vale do Côa ou o Douro Vinhateiro.Com
o eixo do “Norte mais atrativo”, a TPNP está a rever a “comunicação do
destino”, colocando a “segurança na linha da frente”, com “muitas ações
de promoção do destino” destinadas, em primeiro lugar, para os
portugueses, mas dirigida também no mercado espanhol e depois, através
da ATP, no resto do mercado internacional.Neste
momento o foco principal da TPNP é a captação do “turista nacional”,
porque o regresso do mercado internacional está dependente das
companhias de aviação, abertura das fronteiras, entre outras decisões,
acrescenta. O presidente da TPNP considera
que num território “tão pequeno como Portugal”, podem fazer-se “férias
inesquecíveis em qualquer região do país”, mas sublinha que o Norte tem
uma “enorme vantagem”, porque tem “mais de 300 mil hectares de área
protegida”, com “serras, montanhas, planaltos, vales, rios”.“Temos
muitos trilhos, cascatas, observação de aves, temos Peneda-Gerês, Douro
Internacional, Parque Natural de Montesinho, Litoral Norte com praias
fantásticas para a prática de desportos de deslize, temos a Barragem do
Azibo, temos o Geoparque de Arouca, Miradouro do Penedo Durão sobre o
Douro, Vale do Tua, Estuário do Douro, Reserva Biosfera
transfronteiriça”, enumera Luís Pedro Martins, acreditando que a
“imensidão de possibilidades” vai surpreender os turistas nacionais. As
“road trips” (viagens de carro), mota ou caravana vão uma tendência que
se crê que cresça no contexto pós pandemia, e a região Norte considera
que “estrada nacional N.2, a estrada nacional 222, ou rota do Românico
são outros argumentos para fazer “férias em família, em casal ou grupos
reduzidos de amigos”.O “Norte com mais
energia” é um eixo para 2021 e 2022 e tem a ver com a identificação
eventos que possam trazer turistas estrangeiros ao território – como o
Wine Festival, o MIMO Festival Amarante, Feira Medieval, Romaria da
Senhora da Agonia em Viana do Castelo ou os Caretos de Trás-os-Montes -,
e depois “fazer uma comunicação como nunca foi feita para ajudar a que
seja mais um motivo de atração para a região”, referiu.A
nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia
de covid-19 já provocou mais de 269 mil mortos e infetou mais de 3,8
milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.Portugal
contabiliza 1.126 mortos associados à covid-19 em 27.406 casos
confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral
da Saúde (DGS) sobre a pandemia.A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.Para
combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de
pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio
não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando
setores inteiros da economia mundial.Face a
uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios,
vários países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e
em alguns casos a aliviar diversas medidas.