Turismo nos Açores deverá atingir os mil milhões de euros em 2024
13 de dez. de 2024, 18:35
— Lusa/AO Online
De
acordo com a CCIPD, “estima-se que o VAB do turismo tenha crescido de
cerca de 190 milhões de euros em 2014 para 889 milhões em 2023”, devendo
“atingir os 1.000 milhões em 2024, multiplicando o contributo do setor
por cinco em dez anos”.Em conferência de
imprensa de balanço do setor do turismo nos Açores, realizada na sua
sede, em Ponta Delgada, o organismo aponta que o peso no Produto Interno
Brutos (PIB) em 2023 (cerca de 5600 milhões de euros) estará nos 17%, o
que implica um contributo de cerca de 956 milhões de euros”.Segundo
a CCIPD, se for assumido que a receita fiscal gerada pelo turismo “está
na mesma proporção do PIB gerado (17% em 2023), o turismo terá gerado
uma receita fiscal de cerca de 132,6 milhões de euros e poderá gerar
cerca de 170 milhões em 2024”.De acordo
com os empresários, nos últimos 10 anos, o turismo gerou cerca de 12.600
postos de trabalho, “mais de 10% da força de trabalho” açoriana.“Se
cada posto de trabalho suportar mais um dependente, isto quer dizer que
os empregos adicionais gerados suportarão cerca de 25 mil residentes”,
refere a CCIPD.Os empresários salvaguardam
que o turismo “tem dado um enorme contributo para travar o que
vulgarmente se designa de desertificação das ilhas”.A
CCIPD considera, por outro lado, que “existe um claro problema de
partilha de proveitos, que tem levado muitas câmaras municipais a
planear o recurso a taxas turísticas”.De
acordo com a Câmara do Comércio, a aplicação de uma taxa turística
“ganhou a preferência de várias autarquias, entre elas todas as de São
Miguel”.“Percebe-se o desespero dos
autarcas por mais receitas e a sua frustração por, aparentemente, não
estarem a beneficiar do bom momento do turismo”, sustenta-se.A
CCIPD considera que a taxa turística “é contestável não apenas por ser
questionável a sua necessidade, justificada pela prestação de serviços
não pagos”, mas, sobretudo, por ser “um atentado à simplicidade fiscal e
um custo de contexto adicional brutal para as famílias que exploram
alojamentos e para as empresas do setor do alojamento”.De
acordo com o organismo, após a apresentação pública do portal da taxa
turística municipal de Ponta Delgada “ficou claro que não estão reunidas
as condições operacionais para garantir de forma atempada o sucesso da
implementação conforme previsto”.Por isso,
considera ser “imperativo um adiamento por um ano da implementação para
que os empresários e as empresas possam preparar os seus sistemas de
gestão e procedimentos”.O organismo
questiona ainda que investimentos foram feitos nesta década nos locais
de visitação e que medidas de gestão foram tomadas para disciplinar a
afluência de visitantes.Para o tecido
empresarial, é “importante disponibilizar os investimentos necessários
para a recuperação da capacidade aérea perdida no inverno” e “potenciar a
procura direta pelo destino através de campanhas de 'marketing' focadas
neste segmento”.