Turismo é setor com mais dificuldades em voltar ao normal
Covid-19
22 de abr. de 2020, 17:42
— Lusa/AO Online
“Entendemos que o setor do turismo será aquele
que terá mais dificuldade em reagir e retomar o seu ritmo normal, será
aquele que levará mais tempo, é o que está no fim de uma cadeia”,
afirmou o secretário do Turismo e Cultura da Madeira.Eduardo
Jesus falava após uma reunião que manteve na presidência do Governo
Regional da Madeira, na Quinta Vigia, na qual participou o chefe do
executivo insular, Miguel Albuquerque, e representantes dos principais
grupos hoteleiros no arquipélago, nomeadamente Pestana Hotels, PortoBay,
Savoy, Enotel, Fourviews Hotels e Cardoso, com o objetivo de analisar
vários aspetos relacionados com o setor.O
governante com a tutela do turismo defendeu que este setor “precisa de
ser apoiado mais tempo”, tendo os participantes no encontro estabelecido
como “grande prioridade” a importância de não permitir que esta crise
venha a “provocar desemprego”.Para isso,
complementou, “o Governo central tem de ser chamado, através da
Segurança Social”, a apoiar o setor, defendendo que deve, por exemplo,
ser prolongado “o regime do lay-off simplificado, porque, se assim não
for, e a lógica for o regime normal, vai acontecer um despedimento em
massa que não interessa nada à economia regional e nacional”.Eduardo
Jesus enfatizou que, neste encontro na Quinta Vigia, foi abordada
“sobretudo a expectativa do momento de reabertura de toda a atividade
turística”.Porém, informou que “existe um
consenso nesta matéria de que a Madeira não pode avançar com uma data
neste momento sem que se verifique em simultâneo o controlo da pandemia
na Região Autónoma da Madeira e na origem dos viajantes”.O
responsável madeirense referiu que, “enquanto não surge a vacina” para a
covid-19, “impõem-se aos destinos, onde a Madeira se inclui, a adoção
de um conjunto de medidas e ações que venham permitir restaurar a
confiança dos viajantes”.“É este o grande
objetivo: acabar com o medo de viajar e para acabar com o medo de viajar
e dar confiança às pessoas é preciso investir em procedimentos novos”,
vincou. Tendo em conta este objetivo, o
governo madeirense “desafiou o setor a emanar um conjunto de
orientações, ideias, sugestões para um documento denominado ‘Covid Safe
Tourism’, que sistematiza toda essa orientação”.“O
grande propósito desse documento é trazer confiança ao sistema e onde
se inclui um capítulo que se relaciona com toda a operacionalidade no
aeroporto”, adiantou, mencionando que a região está a aguardar o
“entendimento das autoridades nacionais e europeias a implementar.O
governante salientou que o mercado nacional “será o primeiro a reagir e
constituirá a grande aposta no imediato” para o setor na Madeira, sem
esquecer os nichos tradicionais.Também
aponta uma aposta nos países nórdicos, “procurando tirar partido do
posicionamento que a Madeira pode afirmar como destino seguro pelo
conjunto de medidas que está a adotar e a prática da saúde pública a
liderar todo este processo” da pandemia.O
Governo da Madeira também apoia a pretensão dos empresários da hotelaria
de suspender os pagamentos por conta, “aliviando as tesourarias,
sabendo que não vale a pena estar a fazer pagamentos de um dinheiro que
não vai existir”, considerando que pode ser “um financiamento ilegítimo
que o Estado tem aqui à custa das empresas”.