Turismo do Algarve perspetiva ocupação para fim de ano superior a 80%
27 de dez. de 2022, 16:21
— Lusa/AO Online
“Depois de dois anos
condicionados pela pandemia [de covid-19], tivemos um ano de uma retoma
crescente e que, para a passagem do ano, tem uma perspetiva muito
positiva, com uma taxa de ocupação média superior a 80%. Alguns hotéis,
sobretudo os que já têm programas de animação próprios, têm muitas vezes
a lotação esgotada já há algum tempo”, afirmou João Fernandes.A
mesma fonte destacou a contribuição do mercado português para essa
ocupação, frisando que, “apesar de o mercado nacional ser sempre o mais
relevante na passagem do ano, este ano fez-se sentir ainda com uma
presença mais expressiva”. As reservas
para o período do fim de ano e ‘réveillon’ tem tido este ano “mais
reservas diretas, sem intermediação”, e feitas “mais cedo”, disse ainda o
presidente da RTA, sublinhando que “as perspetivas climatéricas” para a
passagem do ano “apontam para temperaturas mínimas de 15 graus e
máximas de 20 graus, com boas abertas”.As
perspetivas são assim boas “em termos de tempo”, o que dá “oportunidade
para estar ao ar livre, com um cartaz de passagem do ano muito forte em
várias localidades do Algarve”, acrescentou, considerando que estas
previsões fazem “antever também que as reservas de última hora venham a
aumentar”.“Do ponto de vista dos mercados
internacionais, a Espanha é sempre também um ‘prato forte’, na medida em
que as regiões transfronteiriças - da Andaluzia, da Extremadura, mas
também a Galiza, que tem uma tradição geracional de vir para o Algarve
neste período e no verão, vão marcar presença também com um bom nível de
reservas”, completou.Ao mercado português
e espanhol juntam-se ainda os “mercados tradicionais” do Algarve, como o
“Reino Unido, os Países Baixos e os mercados francófonos”, que estão,
segundo o presidente da Região de Turismo, “a dar bons sinais”.“São
estas as razões pelas quais a AHETA [Associação de Hotéis e
Empreendimentos Turísticos do Algarve], a associação de hotelaria da
região, perspetiva um aumento do volume de negócios para este período de
10%, o que é muito significativo”, assinalou.Questionado
sobre se o aumento do volume de negócios está relacionado com uma maior
procura ou com um aumento de preços, João Fernandes respondeu que a
subida prevista pela AHETA de 10% resulta do “dois fatores conjugados”.“Os
preços acompanharam os custos dos fatores de produção por causa da
inflação. Na prática repercute também na venda ao público”, acrescentou o
dirigente do Turismo do Algarve, região que, “quando comparada com
destinos concorrentes do sul da Europa, continua a ser uma boa aposta”
para quem quer passar uns dias de descanso na passagem do ano. Sobre
os programas que existem na região para a noite de 31 para 01 de
janeiro, João Fernandes disse haver “oportunidades para todos os gostos”
e “um cartaz muito forte ao nível da animação, de concertos, de
espetáculos de fogo-de-artifício e musicais aquáticos, como nos casos de
Albufeira ou de Portimão”.“São conhecidas
as passagens do ano quer na praia dos Pescadores, quer na Praia da
Rocha, mas também temos outras realidades, como Tavira e Lagos, ou no
interior do Algarve também, como Monchique, que tem sido cada vez mais
procurado para este período, ou ainda Quarteira”, concluiu.