Turismo de Lisboa espera taxa de ocupação de 90% no período da Páscoa
29 de mar. de 2023, 12:06
— Lusa/AO Online
Numa
resposta escrita, Vítor Costa referiu que as perspetivas da Turismo de
Lisboa são “otimistas e positivas”, tendo em conta a evolução verificada
nos primeiros meses deste ano.“Esperamos
crescer em termos quantitativos, ou seja, um número de turistas e de
dormidas em Lisboa, e também em termos qualitativos, através da riqueza
gerada pelo turismo”, destacou.Vítor Costa
indicou que os três primeiros meses deste ano “permitem esperar uma
subida bem superior a 10% relativamente a 2019, o último ano antes da
pandemia” de covid-19.Em fevereiro, o
presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo
(APAVT) admitiu que as reservas para a Páscoa, para o país, estavam
acima das expectativas, num crescimento "seguramente de dois dígitos",
com mais oferta disponível e a preços mais altos."Os
ritmos de reservas estão a correr bem [primeiro trimestre e Páscoa], a
um ritmo absolutamente inesperado, sobretudo, nos destinos que já estão
consolidados", referiu Pedro Costa Ferreira, em declarações à Lusa.Pedro
Costa Ferreira explicou que o registo de "reservas antecipadas" e o
facto de o primeiro trimestre de 2022 ter sido ainda maioritariamente de
confinamento, dada a pandemia de covid-19, justificam este crescimento
de vendas que se verifica nos primeiros meses de 2023.Sobre
para onde recaem as preferências dos portugueses na escolha para as
tradicionais férias da Páscoa, Pedro Costa Ferreira referiu que dentro
de Portugal o panorama já é diferente de há uma década, com os destinos
escolhidos a dividirem-se por todo o país."Estamos
a falar, em Portugal, do Algarve, da Madeira, Açores, mas na verdade em
Portugal [a procura] é já - face à oferta que foi desenvolvida - um
pouco por todo o lado, ainda que, evidentemente, Algarve mais, Madeira
mais. Mas o Alentejo, o Centro de Portugal, o Norte já estão a ter
reservas que nada têm nada a ver com o histórico de há 10 anos",
explicou.Pedro Costa Ferreira disse que se mantém a alta de preços registada desde há vários meses."Nada
está ao mesmo preço, os preços estão consolidadamente mais caros por
causa da inflação. E, ainda assim, com as reservas a correr muito bem",
disse.