Tudo "não passou de um arrufo de namorados"

Incidentes estudantis em Braga

26 de out. de 2007, 17:03 — Lusa / AO online

Em declarações à Lusa, o "Dux veteranorum" Américo Martins considerou que a PSP "exagerou" na descrição do que se passou num convívio das academias de Braga e Porto, quase que descrevendo os factos como uma "guerra civil". Américo Martins confirmou, entretanto, a informação da reitoria da Universidade do Porto, segundo a qual "não há um único aluno" seu envolvido nos alegados incidentes. "E o que se passou foi apenas que, entre picanços e desafios, houve um aluno que descarregou o pó químico de um extintor sobre outro, intoxicando-o", contou. "Não houve confrontos físicos, apenas correrias", acrescentou, considerando que uma altercação daquele tipo "natural" num evento que envolveu milhares de estudantes. Contactado pela Lusa, o comando da PSP em Braga remeteu uma clarificação dos factos para um comunicado a emitir ainda hoje. Na primeira informação sobre o assunto, a PSP assegurou ter evitado que um grupo de duzentos estudantes do Porto sovasse oito colegas minhotos, que se haviam refugiado numa oficina da Rua Nova de Santa Cruz, a duzentos metros do Campus de Gualtar. "Foi uma batalha campal, com recurso a gás pimenta, paus de marmeleiro e matracas", garantiu então o Chefe Almeno, da PSP de Braga. De acordo com o chefe dos veteranos do ensino superior no Porto, o grupo do Porto era constituído por alunos do Instituto Superior de Engenharia daquela cidade, que tem vínculo ao Instituto Politécnico do Porto, mas não à Universidade.