Trump recua e assina novo plano de estímulo à economia dos EUA
28 de dez. de 2020, 12:20
— Lusa/AO Online
Donald
Trump assinou o projeto de lei no valor de 2,3 biliões de dólares (1,9
biliões de euros) no domingo à tarde na sua residência em Mar-a-Lago,
Florida, onde se encontra de férias, confirmou a Casa Branca.Este
valor inclui o segundo plano de estímulo aprovado este ano, de 900 mil
milhões de dólares (737 mil milhões de euros) e 1,4 biliões de dólares
(1,15 biliões de euros) para financiar a Administração até setembro de
2021.Após cinco dias de recusa em assinar o
projeto de lei e de exigir alterações, Trump recuou, aparentemente para
evitar que os fundos para a administração se esgotassem hoje à noite e
que centenas de milhares de empregados vissem o seu salário suspenso.O
Presidente disse que, embora esteja a assinar o projeto de lei, ainda
espera que o Congresso aprove uma alteração no item que contempla o
envio de um pagamento único de 600 dólares (492 euros) a milhões de
contribuintes, numa resposta à devastação económica e financeira causada
pela pandemia do novo coronavírus.Após o seu próprio governo ter negociado esse montante, Trump exigiu aumentar o valor para dois mil dólares.A
mudança de opinião de Trump surgiu cinco dias após ter ameaçado
bloquear o projeto de lei na terça-feira se este não fosse alterado em
vários pontos, desde o aumento dos pagamentos diretos aos
norte-americanos até à redução da ajuda estrangeira.A
recusa em assinar a lei fez com que dois programas que concediam
subsídios de desemprego a entre dez e 14 milhões de norte-americanos
expirassem no domingo, sendo agora renovados quando a lei entrar em
vigor.O bloqueio do Trump suscitou
críticas de vários membros do seu partido, e se se tivesse prolongado
até 01 de janeiro teria levado ao fim de uma proibição nacional de
despejos, afetando cerca de 30 milhões de norte-americanos.O
resgate que Trump assinou inclui 300 dólares (246 euros) por semana em
subsídios de desemprego, 325 mil milhões de dólares (266 mil milhões de
euros) em ajuda às empresas (a maior parte para pagarem salários), 45
mil milhões de dólares (37 mil milhões de euros) para sistemas de
transportes públicos, 82 mil milhões de dólares (67,1 mil milhões de
euros) para escolas e milhares de milhões em cupões alimentares,
assistência aos arrendatários e distribuição de vacinas.