Trump pede novos cortes de quase 5 mil milhões de dólares em ajuda humanitária
29 de ago. de 2025, 16:25
— Lusa/AO Online
Os
novos possíveis cortes em ajuda humanitária já tinham sido antecipados
pelos membros do Partido Democrata, que tinham avisado que qualquer
vontade de voltar atrás nos fundos já aprovados pelo Congresso
destruiria qualquer possibilidade de negociar com os congressistas
democratas para evitar a paralisação orçamental, o famoso 'shutdown' do
Governo Federal, depois de 30 de setembro.Esta paralisação
ocorre quando o orçamento não é aprovado, levando ao encerramento de
várias agências governamentais que são impedidas de utilizar dinheiro
sem a aprovação do Congresso.Os novos
cortes em ajuda humanitária “afetam os programas do Departamento de
Estado, bem como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento
Internacional [USAID, na sigla inglesa], e os programas de assistência
internacional”, refere a carta enviada ao presidente republicano da
Câmara dos Representantes e partilhada pelo gabinete orçamental da Casa
Branca.O Presidente Trump “colocará sempre a América em primeiro lugar”, escreveu o gabinete no X.De
acordo com o New York Post, que divulgou a notícia na quinta-feira à
noite, a grande maioria dos cortes - 3,2 mil milhões de dólares (cerca
de 2,7 mil milhões de euros) - seria nos fundos atribuídos à USAID.Trump
já tinha congelado milhares de milhões de dólares destinados à ajuda
internacional desde o seu regresso à Casa Branca e desmantelou
formalmente a USAID, que foi agora absorvida pelo Departamento de
Estado, responsável pela diplomacia norte-americana.A
USAID, a maior agência humanitária do mundo, estava envolvida em
programas de saúde e de ajuda de emergência em cerca de 120 países.Em
julho, um estudo internacional revelou que o corte do financiamento
norte-americano dedicado à ajuda internacional poderia provocar mais de
14 milhões de mortes adicionais até 2030 entre os mais vulneráveis, um
terço das quais seriam crianças.