Trump escolhe antigo procurador-geral para embaixador dos EUA na NATO
20 de nov. de 2024, 18:04
— Lusa/AO Online
Num
comunicado divulgado, Trump disse que Whitaker é “um guerreiro
forte e um patriota leal”, assegurando que esta escolha “garantirá os
interesses dos Estados Unidos” e “fortalecerá as relações com os aliados
da NATO”.A escolha de Whitaker como
representante norte-americano junto da Organização do Tratado do
Atlântico Norte está a ser encarada como invulgar e desajustada, dada a
sua formação como advogado e não em política externa.O
cargo da NATO é particularmente sensível, dadas as posições assumidas
por Trump sobre o valor da Aliança Atlântica e as suas queixas de que
muitos membros não estão a cumprir os seus compromissos de gastar pelo
menos 2% do respetivo Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa.Whitaker,
ex-procurador dos EUA no Iowa, desempenhou as funções de
procurador-geral interino entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019,
durante o primeiro mandato de Trump na Casa Branca (2017-2021), quando a
investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a
interferência eleitoral russa nas eleições presidenciais de 2016 estava
na fase final.Antes, Whitaker tinha sido
chefe de gabinete do primeiro procurador-geral de Trump, Jeff Sessions,
antes de ser escolhido para o substituir.Whitaker
ocupou o cargo durante vários meses, como interino e sem confirmação do
Senado, até que William Barr foi confirmado como procurador-geral em
fevereiro de 2019.O futuro embaixador tem
sido um crítico implacável dos processos criminais federais contra
Trump, que provavelmente serão arquivados nos próximos meses, após a
vitória eleitoral do republicano nas presidenciais de 05 de novembro.Whitaker
tem aproveitado as presenças regulares na estação televisiva Fox News
para se juntar a outros republicanos na condenação do atual Departamento
de Justiça, que acusam de estar politizado nos últimos quatro anos.Trump
ameaçou repetidamente não defender os membros da NATO que não cumpram
as metas de despesas de defesa da Aliança Atlântica, apesar da cláusula
de defesa mútua do artigo 5.º da organização, que estabelece que um
ataque armado contra um ou mais dos seus membros será considerado um
ataque contra todos.No início deste ano,
Trump disse que, quando chegasse de novo à Casa Branca, avisaria os
aliados da NATO que “encorajaria” a Rússia “a fazer o que quiser” com
países que não cumpram o estipulado no tratado da Aliança Atlântica.