Trump e família continuam a pedir dinheiro a apoiantes
EUA/Eleições
9 de nov. de 2020, 13:37
— Lusa/AO Online
Trump não reconheceu a vitória
de Biden nas eleições de 03 de novembro, e vem insistindo, sem
apresentar provas, que foi cometida uma "fraude" eleitoral e que houve
"votos ilegais".A campanha de Trump e do
vice-presidente Mike Pence continua a enviar mensagens aos seus
apoiantes, assinadas também pelos filhos do milionário norte-americano,
Lara, Eric e Donald Jr., pedindo fundos para o que designam como "Fundo
Oficial de Defesa Eleitoral" (inicialmente batizado "Defesa das
Eleições"). A equipa jurídica do
republicano intentou ações judiciais para parar de contar os boletins de
voto que chegaram após o encerramento das urnas, mesmo que o carimbo do
correio prove que foram enviados a tempo, e, noutros casos, para pedir a
recontagem de votos."As pessoas sabem
exatamente o que se está a passar neste país. É uma fraude! Há
discrepâncias ridículas nos votos em todo o país, pelo que o meu pai
formou o Grupo de Trabalho de Defesa Eleitoral para combater esta
corrupção", pode ler-se numa das mensagens assinadas por Eric Trump."Os
Democratas [...] não compreendem a coragem e determinação do povo
americano. O meu pai pode contar consigo? Contribua com qualquer
montante imediatamente para integrar o Grupo de Trabalho de Defesa
Eleitoral", acrescenta-se na mensagem.O
site Investopedia calcula que Trump angariou 595,6 milhões de dólares
para a campanha para as presidenciais (cerca de 500 milhões de euros),
tendo gasto 574,9 milhões de dólares (483,4 milhões de euros).A
campanha de Trump anunciou no domingo que o congressista republicano
Doug Collins irá liderar a equipa para fazer a contagem dos votos "assim
que o escrutínio estiver concluído".Apesar
de não haver quaisquer indícios de fraude eleitoral, Trump tem
insistido em contestar os resultados, depois ter lançado suspeições
durante vários meses sobre a legitimidade do resultado final das
eleições, alegando não ter confiança nos votos por correspondência, que
este ano bateram recordes, com mais de 100 milhões de eleitores a
escolherem esta opção, muito por causa da pandemia."Estamos
preocupados com a falta de transparência no processo de apuramento,
especialmente devido a relatos de irregularidades e recolha indevida de
votos na Geórgia", disse um dos advogados e conselheiro geral de Trump
para a sua campanha, Matt Morgan."Para que
os americanos tenham plena fé e confiança nas nossas eleições, todos os
votos legais devem ser contados e todos os votos ilegais ou
fraudulentos devem ser excluídos", acrescentou, repetindo uma mensagem
em que Trump insiste há vários dias, e que foi divulgada também pela
primeira-dama, Melania Trump, em mensagens na rede social Twitter.Os
advogados de Trump também deram entrada de uma ação judicial para que
os votos pelo correio no estado da Pensilvânia que chegaram após o
encerramento das urnas sejam invalidados, e já conseguiram que fossem
contados separadamente.Noutro sinal da
recusa de Trump em reconhecer a derrota, o jornal The Washington Post
noticiou no domingo que a pessoa encarregada pelo Governo para facilitar
a transição de poder para Biden se recusou a assinar uma carta para
permitir à equipa do presidente eleito iniciar formalmente o seu
trabalho.Depois de confirmar a sua vitória
nas urnas, Biden proferiu o seu discurso de vitória no sábado à noite,
que teve um tom conciliatório e apelou à unidade e à "cura das feridas".A
tomada de posse de Joe Biden como 46.º Presidente dos Estados Unidos
está marcada para 20 de janeiro de 2021 e até às 12:00 desse dia o atual
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá manter os seus
poderes.