Trump diz que EUA “nunca esquecerão” atentados e que continuarão a lutar

11 Set/25 Anos

Hoje 16:24 — Lusa/AO Online

"Hoje, renovamos o juramento sagrado que fizemos pela primeira vez em seu nome há um quarto de século. Nunca esqueceremos. É por isso que lutamos hoje. Não temos escolha. Só pode haver vitória", declarou Trump durante uma cerimónia no Pentágono, um dos locais dos atentados.Na intervenção, Trump aproveitou a comemoração do 25.º aniversário dos atentados para defender a guerra iniciada pela sua administração contra o Irão e prometer que a República Islâmica nunca obterá uma arma nuclear."Saudamos os membros das Forças Armadas que trabalham neste momento para garantir que o principal patrocinador do terrorismo no mundo, a República Islâmica do Irão, nunca, jamais, tenha uma arma nuclear", afirmou.Trump, nascido em Nova Iorque, optou por participar na homenagem na sede do Departamento de Defesa, em vez de o fazer no "Ground Zero" em Manhattan, onde estiveram o vice-presidente, JD Vance, todos os ex-presidentes vivos do país, e o ‘mayor’ da cidade, Zohran Mamdani.Durante o seu discurso, o líder republicano afirmou que os Estados Unidos não podem esquecer "aquele momento de imensa e horrível maldade" ocorrido há 25 anos, mas também destacou a resposta do país perante aquela "perversidade"."Hoje renovamos o juramento sagrado que fizemos há um quarto de século. Nunca, jamais, esqueceremos. É por isso que lutamos hoje. Não temos outra opção. A única opção é a vitória. Lutamos com força. Lutamos para vencer", insistiu.Trump e a primeira-dama, Melania Trump, ouviram a leitura dos nomes das 184 pessoas que perderam a vida no Pentágono naquele dia, com um sino a tocar entre cada um deles.O Presidente norte-americano procurou deixar uma nota de esperança ao terminar as suas declarações na solene cerimónia de homenagem no Pentágono.“O 11 de setembro recordou-nos o terrível poder do ódio. Os 25 anos que se seguiram mostraram-nos o poder ainda maior do espírito americano para resistir e prevalecer, e para vencer. E, hoje, o nosso país está mais forte do que alguma vez esteve. Nunca foi tão forte como é agora”, acrescentou Trump.Os atentados da Al-Qaida contra as Torres Gémeas, em Nova Iorque, e o Pentágono, em Washington, provocaram cerca de 3.000 mortos e desencadearam a chamada "guerra contra o terrorismo", bem como a invasão norte-americana do Afeganistão.Os Estados Unidos estão há mais de seis meses numa guerra contra o Irão que não conseguiu atingir o seu objetivo declarado de derrubar o regime dos aiatolas e que poderá ter custos políticos para os republicanos nas eleições legislativas de novembro, devido à subida do preço da gasolina decorrente do bloqueio do estreito de Ormuz.Durante a sua intervenção no Pentágono, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, também defendeu a guerra contra o Irão ao assegurar que a pressão económica sobre o país persa "aumenta todos os dias" e que os Estados Unidos mantêm o "controlo" do estreito.Os atentados do 11 de Setembro desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada “guerra contra o terrorismo” e a intervenção militar no Afeganistão.Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaida atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington. Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.