Trump denuncia “ódio” nos EUA após tiroteio em sinagoga
28 de out. de 2018, 08:32
— Lusa/Ao online
“É uma coisa terrível o que está a acontecer com o ódio no nosso país", afirmou Donald Trump, que falava à comunicação social antes de viajar para um encontro com agricultores em Indianapolis.A violência “tem de parar”, prosseguiu o governante norte-americano.Segundo Donald Trump, o balanço do tiroteio será “mais devastador” do que foi inicialmente previsto.Nas mesmas declarações, o chefe de Estado norte-americano manifestou o desejo de reforçar a legislação relacionada com a pena de morte.“Quando as pessoas fazem este género de coisas, devem ser sentenciadas à morte", disse.Os ‘media’ norte-americanos avançam que entre quatro e oito pessoas terão morrido no tiroteio na sinagoga conhecida como a congregação “Tree of Life”, localizada no bairro de Squirrel Hill em Pittsburgh.A polícia local confirmou que o suspeito do tiroteio, identificado como Robert Bowers, está sob custódia policial.As autoridades ainda não confirmaram qualquer número oficial de mortos ou feridos, apenas avançaram que existem várias vítimas.O porta-voz da polícia local, Chris Togneri, apenas indicou que três elementos das forças policiais foram atingidos por tiros durante o incidente na sinagoga, que ocorreu quando elementos daquela congregação judaica estavam reunidos num serviço religioso.As motivações do suspeito não são conhecidas até ao momento.Israel manifestou, entretanto, a sua consternação perante os acontecimentos e ofereceu ajuda à comunidade da sinagoga em Pittsburgh.A posição das autoridades israelitas foi transmitida pelo ministro para os assuntos da diáspora, Naftali Bennett.Este incidente acontece numa altura em que as autoridades norte-americanas estão a investigar o envio de vários pacotes suspeitos, potencialmente armadilhados, a várias personalidades democratas e críticas da administração Trump.Estas duas situações estão a acontecer a cerca de duas semanas da realização das eleições intercalares norte-americanas, agendadas para 06 de novembro e que vão determinar a futura composição do Congresso.