“O
Presidente Putin recebeu um convite para integrar o Conselho de Paz por
vias diplomáticas”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov,
numa conferência de imprensa diária.Peskov
disse que a Rússia pretende “esclarecer todos os pormenores” da
proposta com os Estados Unidos, segundo a agência de notícias
France-Presse (AFP).Putin convocou uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia, sem que a agenda tenha
sido divulgada, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.Trump
divulgou na sexta-feira a composição do Conselho de Paz para a Faixa de
Gaza, a que vai presidir, e que inclui o chefe da diplomacia
norte-americana, Marco Rubio, e o antigo primeiro-ministro britânico
Tony Blair. O enviado especial
norte-americano Steve Witkoff também fará parte do órgão, assim como o
genro de Trump, Jared Kushner, e o presidente do Banco Mundial, Ajay
Banga. Sabe-se ainda que Trump convidou o
rei Abdullah II da Jordânia, os presidentes turco, Recep Tayyip Erdogan,
e argentino, Javier Milei, e os primeiros-ministros paquistanês,
Shehbaz Sharif, e indiano, Narendra Modi.O
conselho faz parte da segunda fase do plano de paz de Trump, que prevê a
formação de uma administração de tecnocratas em Gaza e o desarmamento
do grupo extremista Hamas, que governa o enclave palestiniano desde
2007.A Casa Branca (presidência) disse que
durante o Fórum de Davos na Suíça, em que Trump participa durante a
semana, será revelada mais informação sobre os países que vão integrar a
Força Internacional de Estabilização para Gaza.Trata-se
de um contingente da ONU destinado a garantir a segurança e a
desmilitarização de Gaza, tal como estipula o plano de paz de Trump.O
plano destina-se a pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas iniciada em
outubro de 2023, após um ataque do grupo extremista em solo israelita,
que causou dezenas de milhares de mortos e a destruição do território.