Trump ameaça ofensiva "mais forte" se acordo não for cumprido e mantém tropas na região
Irão
Hoje 12:07
— Lusa/AO Online
Donald Trump
sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA,
juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores"
até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a
mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona,
afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth
Social.Além disso, Trump advertiu que, se o
pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte
batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável",
e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz
"permanecerá aberto e seguro".Na mesma
mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos
se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima
conquista".Trump afirmou que existe apenas
um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo
acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante
as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais."Existe
um único conjunto de 'pontos” significativos que são aceitáveis para os
Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas
negociações", escreveu o Presidente na Truth Social.O
Irão apresentou um plano de dez pontos para negociar, entre os quais se
incluem a reabertura do Estreito de Ormuz, a retirada das forças de
combate dos Estados Unidos destacadas na região, o levantamento de todas
as sanções contra o Irão e que tudo o que foi referido seja consagrado
numa resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU. Uma
versão em persa divulgada pelos meios de comunicação social iraniana dá
ainda conta da exigência de Teerão em prosseguir o seu programa de
energia nuclear.O Irão e os Estados Unidos
acordaram na terça-feira uma trégua de duas semanas condicionada à
reabertura do estratégico Estreito de Ormuz e têm previsto reunir-se no
próximo fim de semana em Islamabad, Paquistão, para negociar um fim para
o conflito.