Trump afirma que assassínio de Pretti em Minneapolis está a ser investigado
Hoje 11:56
— Lusa/AO Online
Numa entrevista
exclusiva publicada pelo jornal Wall Street Journal, Trump disse que o
Governo está a investigar o incidente, no entanto, quando questionado se
o agente que atirou em Alex Pretti tinha agido de forma correta, o
presidente dos EUA não respondeu."Estamos a
investigar, a rever tudo e emitiremos uma resolução", disse Donald
Trump, esclarecendo o que até então alguns membros da Administração
tinham manifestado publicamente.Alex
Pretti, um enfermeiro de cuidados intensivos, foi morto por agentes da
imigração (ICE) na manhã de sábado numa rua de Minneapolis, depois de
ter sido imobilizado enquanto gravava com o telemóvel os agentes durante
uma manifestação contra a política migratória de Trump.
O comandante-geral da Patrulha de Fronteiras dos EUA, Gregory Bovino,
disse no domingo que há “muita especulação” sobre se os agentes viram
Alex Pretti a empunhar uma arma antes de atirar, e que os agentes
“tiveram uma fração de segundo para tomar uma decisão”.No entanto, os vídeos publicados até ao momento contradizem a versão oficial.O
Departamento de Segurança Interna alegou que Pretti “resistiu
violentamente” ao ser desarmado até que os agentes realizaram “tiros
defensivos”, embora as imagens gravadas por transeuntes contradigam essa
versão e mostrem um agente federal a disparar várias vezes contra
Pretti, escreve o WSJ.Na entrevista à
publicação norte-americana, Donald Trump criticou Pretti por estar na
posse de uma arma: "Não gosto de tiros. Não gosto". "Não
gosto que alguém entre num protesto com uma arma muito potente,
completamente carregada e com dois carregadores cheios de balas. Isso
também não é um bom sinal", acrescentou.Sobre uma possível retirada dos agentes do ICE, o dirigente afirmou que "em algum momento" irão sair, mas sem indicar uma data.De
acordo com o WSJ, os assessores de Trump têm vindo a debater há semanas
as políticas de deportação e chegaram a considerar a situação em
Minneapolis como um fardo político."Alguns
membros da Administração temem que as sondagens e a opinião pública se
tenham voltado contra as medidas de imigração da Administração nas
cidades, e algumas discussões têm se concentrado em como continuar com
as deportações sem entrar em conflito com os manifestantes", escreveu o
Wall Street Journal.