Tripulantes de cabine da easyJet em greve de 15 a 17 de agosto
31 de jul. de 2024, 16:25
— Lusa/AO Online
Segundo o
pré-aviso de greve enviado pelo sindicato ao Ministério do Trabalho e à
companhia aérea, a que a Lusa teve acesso, a paralisação tem início às
00h01 do dia 15 de agosto e fim às 24h00 de dia 17, para “todos os voos
realizados pela easyJet, bem como para os demais serviços a que os
tripulantes de cabine estão adstritos”, em território nacional.A greve foi aprovada em assembleia-geral, com 99% de votos a favor.No
documento, o SNPVAC aponta a “insatisfação sentida pelos tripulantes
pelo contínuo e cada vez mais acentuado desrespeito pela sua dignidade
profissional” e as “inúmeras tentativas feitas pelos Tripulantes de
Cabine da easyJet para resolver as questões laborais e pecuniárias”, que
dizem ter sido “ignoradas pela empresa”. O
sindicato refere ainda que as últimas reuniões com a empresa foram
“inócuas em soluções” para os problemas de falta de estabilidade de
escalas, de tratamento discriminatório relativamente aos pilotos nas
compensações dadas no âmbito da disrupção de verão, de insuficiência de
pessoal em todos os departamentos relevantes, ou de pressão para
realização de horas extraordinárias para fins comerciais.O
SNPVAC denuncia o “contínuo e penalizante aumento do número de horas de
trabalho”, o recurso a instrumentos excecionais/de emergência de
extensão de horário de trabalho como regra, para colmatar a falta de
pessoal e também o “cálculo ilegal do subsídio de Natal nos contratos de
trabalho intermitente”.O sindicato
considera que não devem ser decretados serviços mínimos para esta greve,
argumentando que o conceito de necessidades impreteríveis no setor do
transporte aéreo apenas se confina às Regiões Autónomas dos Açores e da
Madeira, por razões de coesão nacional e isolamento das populações para
quem é essencial este meio de transporte, que são destinos assegurados
por outras companhias aéreas.