Tripulantes da Ryanair em greve a partir de hoje e até domingo
21 de ago. de 2019, 09:06
— Lusa/AO Online
Na terça-feira, a Ryanair referiu que
não esperava “perturbações significativas” por causa da greve, mas
salientou que não podia “descartar alguns atrasos” ou mudanças nos voos.
“Faremos tudo o que pudermos para
minimizar as perturbações causadas aos nosso clientes e às suas
famílias”, garantiu a transportadora irlandesa, em resposta à Lusa. “Os
passageiros que não receberam um ‘email’ ou uma mensagem podem esperar
que os seus voos para e de Portugal se realizem normalmente esta
semana”, assegurou a empresa. Num
comunicado do dia 1 de agosto, o SNPVAC adiantou que o pré-aviso de
greve abrange todos os voos da Ryanair cujas horas de apresentação
ocorram entre as 00h00 e as 23h59 dos dias previstos para a paralisação
(tendo por referência as horas locais) e os serviços de assistência ou
qualquer outra tarefa no solo.Entretanto,
tendo em conta que não houve acordo entre a Ryanair e o sindicato, o
Governo decretou serviços mínimos a cumprir durante a paralisação, que
abrangem não só os Açores e Madeira, mas também as cidades europeias de
Berlim, Colónia, Londres e Paris.Assim, os
serviços mínimos incluem um voo diário de ida e volta entre Lisboa e
Paris; entre Lisboa e Berlim; entre Porto e Colónia; entre Lisboa e
Londres; entre Lisboa e Ponta Delgada, bem como uma ligação de ida e
volta entre Lisboa e a ilha Terceira (Lajes), hoje, na sexta-feira e no
domingo.O SNPVAC criticou esta decisão e “repudiou veementemente” os serviços mínimos e a fundamentação do Governo para os impor.Em
comunicado, o sindicato disse que “repudia veementemente mais uma
tentativa do Governo em aniquilar o direito à greve dos portugueses e,
em particular, dos tripulantes da Ryanair”, garantindo que não aceita
“que se defenda os interesses económicos de uma empresa privada e
estrangeira em detrimento dos direitos de trabalhadores portugueses”.Na
base deste pré-aviso de greve está, segundo referiu o SNPVAC no
comunicado de 01 de agosto, o facto de a Ryanair continuar a “incumprir
com as regras impostas pela legislação portuguesa, nomeadamente no que
respeita ao pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ao número de
dias de férias e à integração no quadro de pessoal dos tripulantes de
cabine contratados através das agências Crewlink e Workforce”.No
dia 9 de agosto, o sindicato denunciou que a companhia aérea tinha
enviado aos tripulantes um questionário 'online' com o objetivo de saber
se vão participar na paralisação. Em
informação enviada à Lusa, a estrutura sindical mostrou imagens do
inquérito, que pede aos tripulantes que assinalem os dias em que
planeiam aderir à paralisação e refere que, caso não haja resposta,
presumem que farão greve.