Tribunal revela hoje decisão sobre o caso do desaparecimento do menor de Lousada

22 de fev. de 2012, 08:42 — Lusa/Aonline

Nas alegações finais, realizadas no dia 27 de janeiro, o Ministério Público pediu uma pena "superior a sete anos de prisão" para Afonso Dias, único arguido do caso, acusado de um crime de rapto agravado. Segundo a procuradora Elisa Cardoso, durante o julgamento ficou-se com "a certeza quase absoluta de que o arguido consumou o crime". A magistrada alegou ter ficado demonstrada "a existência de indícios seguros". "Com ligeiríssimas diferenças de pormenor, provou-se a totalidade do despacho da pronúncia", vincou ao coletivo. Elina Cardoso destacou a importância e a coerência da prova testemunhal, nomeadamente dos antigos colegas de escola do menor, os quais disseram terem visto Rui Pedro entrar para o carro do alegado raptor no dia do desaparecimento (04 de março de 1998). Para a procuradora, a prova testemunhal "manteve-se na íntegra", não tendo havido "contaminação". "Até os mais exigentes terão de se render à prova feita em audiência", vincou. Nas alegações finais, o advogado da família de Rui Pedro disse contar com a condenação, considerando "justo" se tal vier a ocorrer. "Podemos ter a certeza que o Rui Pedro entrou no carro deste homem [arguido] e foi com ele às prostitutas", afirmou Ricardo Sá Fernandes nas suas alegações finais, assegurando que "a prova é arrasadora". O advogado disse rever-se na medida da pena de prisão pedida pelo Ministério Público.