Tribunal de Execução de Penas dos Açores entra em funcionamento em 14 de maio
14 de mar. de 2019, 13:33
— Lusa/AO Online
"A Lei n.º 19/2019, de 19 de
fevereiro, procedeu à criação do Tribunal de Execução das Penas dos
Açores, com competência territorial para a Comarca dos Açores, para o
Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo, para o Estabelecimento
Prisional Regional de Ponta Delgada e para a Cadeia de Apoio da Horta”,
lê-se numa portaria assinada pela ministra da Justiça, Francisca Van
Dunem.De acordo com a mesma portaria, o Tribunal de Execução das Penas dos Açores “entra em funcionamento no dia 14 de maio de 2019”.O
tribunal de execução de penas terá a sua sede em Ponta Delgada, em São
Miguel, mas "em razão das infraestruturas judiciárias existentes não se
mostra possível, por ora", a entrada em funcionamento na sede, sendo
"deslocalizado transitoriamente para Vila Franca do Campo", também na
maior ilha açoriana, segundo um despacho da ministra da Justiça,
publicado na quarta-feira.Em janeiro deste
ano, o parlamento aprovou, em votação final global e sem votos contra,
as alterações ao mapa judiciário, que incluiu uma proposta do PS para a
criação de um tribunal de execução de penas dos Açores.As
mudanças à Lei da Organização do Sistema Judiciário foram aprovadas com
os votos da esquerda (PS, PCP, BE e PEV) e registaram a abstenção do
PSD e do CDS. No debate na especialidade,
PS e PCP apresentaram duas alterações, tendo sido aprovada apenas a da
bancada do Governo, que prevê a criação do tribunal de execução de penas
dos Açores para dar “resposta a um anseio de longa data dos reclusos - e
seus familiares - residentes nas nove ilhas do arquipélago, que se
encontram a cumprir penas” em prisões da região autónoma. Até agora, esse juízo está localizado em Lisboa. A
proposta de alteração, assinada pelo líder parlamentar do PS, Carlos
César, eleito pelos Açores e ex-presidente do Governo Regional, e pelo
deputado Filipe Neto Brandão, coordenador dos socialistas na comissão de
Assuntos Constitucionais, segundo um comunicado da bancada do partido
divulgado na altura.Com esta mudança, os
socialistas pretendem dar “resposta a um anseio de longa data dos
reclusos - e seus familiares - residentes nas nove ilhas dos Açores que
se encontram a cumprir penas” em prisões da região autónoma, referia
ainda no comunicado. Legalmente, compete
ao tribunal de execução de penas “acompanhar e fiscalizar a execução da
pena ou medida privativa da liberdade e decidir da sua modificação,
substituição e extinção, após o trânsito em julgado da sentença que a
determinou”, explicou a bancada socialista no mesmo comunicado. É
também a este tribunal que compete “garantir os direitos dos reclusos,
pronunciando-se sobre a legalidade das decisões dos serviços
prisionais”.