Tribunal de Contas recomenda criação de sistema que centralize informação orçamental nos Açores
30 de out. de 2025, 18:25
— Lusa/AO Online
“Os
sistemas informáticos das entidades que integram o perímetro orçamental
da administração pública Regional baseiam-se em diferentes soluções
informáticas de suporte à gestão: foram identificados seis sistemas
informáticos”, alerta o TdC no âmbito de uma auditoria aos “sistemas de
informação e de controlo da execução orçamental” nos Açores.A
auditoria recomenda à Direção Regional do Orçamento e Tesouro (DROT) do
Governo dos Açores a implementação de um sistema informático central
que permita interagir com os sistemas dos vários serviços e entidades da
administração pública.O TdC considera que
a criação daquele sistema central permitiria a “elaboração automática
da Conta da Região, abrangendo todas as entidades que integram o
perímetro orçamental e uma proposta de Orçamento consolidado”.“É
premente promover a automação dos sistemas implementados a nível
central por forma a garantir maior segurança, integridade e fiabilidade
da informação”, alerta.De acordo com a
auditoria, as entidades e serviços da administração pública açoriana
utilizam cinco sistemas informáticos diferentes, enquanto a nível
central, na direção regional do Orçamento e Tesouro, a informação está
dispersa em seis programas informáticos, além de “sistemas manuais”.“Não
existem sistemas informáticos a nível central que agreguem, e
evidenciem, em tempo real, a execução orçamental do setor público
administrativo regional”, realça.O TdC
identifica processos “redundantes, quer em informações, quer em
operações, rudimentares e vulneráveis”, alertando que a utilização de
processos manuais ou de “diferentes métodos de comunicação e segurança”
torna o sistema “suscetível a falhas”.“A
informação relativa à execução orçamental dos serviços e fundos
autónomos e das entidades públicas reclassificadas só é conhecida 'à
posteriori', através da agregação/consolidação da informação realizada
por processos manuais”, sinaliza.A
auditoria insiste, também, na recomendação de criação de um “mecanismo”
que permita “associar o cálculo dos fundos disponíveis à efetiva
execução orçamental da receita” para garantir que as despesas têm
cobertura nas disponibilidades de tesouraria.